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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Algumas, primeira vez!




A vez em que cheguei em casa, empolgado com um mundo novo que se abria diante dos meus olhos de menino, e tirei da minha mochila a cartilha ainda cheirando a nova e abri na primeira lição e li para minha mãe, encantada, as primeiras palavras da minha vida, que tinha acabado de aprender naquela tarde de verão.
A vez quando, entre os raios de sol que pendiam dos galhos de uma arvore, eu vi uma arara amarela e azul e me senti abençoado e quando duvidaram de que eu tinha visto em plena cidade algo tão raro a ponto de se tornar só uma história que se ensina na escola tive a segurança de responder simplesmente. “ - Eu senti que era”.
A vez em que primeiro subi na minha moto e fui para a estrada e senti a fragilidade da minha vida e a liberdade de não estar somente passando pela paisagem, mas fazendo parte dela, sendo filho do vento, gritando de excitação dentro do capacete debaixo da chuva leve que caía.
A vez quando, numa quinta-feira sem nada de especial, andando pela rua num final de dia eu me senti subitamente feliz de uma felicidade tranquila e serena, subitamente consciente, e sorri, sem uma testemunha sequer, o sorriso mais satisfeito que lembro de ter dado em minha vida e que desde então, ainda esse mesmo sorriso, volta ao meu rosto em certas ocasiões, foi nesta mesma quinta-feira que eu te vi pela primeira vez, se não me engano quatro de Junho de dois mil de nova.
A vez na qual, depois de ter resistido a uma tentativa de assassinato numa viagem solitária, corri meio continente de volta para casa e encontrei minha mãe ainda de pijama, com um bule de café fumegante no fogão e, sentado à mesa, no silêncio de quem não sabe ou não quer dizer nada, senti como nunca a força delicada do amor de quem nos cria para entregar ao mundo.
A primeira vez em que eu sonhei que entrava amedrontado e ansioso, diante dos meus amigos e da minha família, olhava para as portas da igreja que se tinham acabado de abrir e você caminhou em minha direção e eu soube que não desejaria da vida, daquele momento em diante, nada mais que não seja me dedicar a você até o último suspiro que Deus me permitir dar neste mundo, pena que foi apenas um sonho, mas sorte que foi apenas o primeiro.  
A vez em que, mesmo depois de já ter ouvido várias vezes, eu realmente ouvi a Nona Sinfonia de Beethoven e senti o corpo arrepiado e chorei e agradeci em silêncio Àquele que deu ao homem a capacidade e a sensibilidade para criar coisas tão maravilhosas.
A vez que numa manhã nublada e um pouco fria em que eu e meu pai caminhando a beira da praia no ultimo dia de ferias encontramos um casco de um certo molusco não sei ao certo entre os galhos que o mar arrastou para a praia numa noite de tempestade e pensei em quanto não havia vivido aquele animal, em que segredos submarinos não guardava aquele casco silencioso, até que viera morrer nas areias daquela praia.
A vez, depois de meses longe da escrita, anestesiado por falta de tempo, de inspiração ou mesmo de vontade, em que resolvi checar, num gesto meio mecânico, uma das minhas contas da internet e chorei ao encontrar uma mensagem de uma pessoa, uma mãe de família que me leu e lembrou-se de um sonho e começou ela também a escrever.
São essas vezes, essas pequenas ocasiões luminosas, muito mais que os grandes intervalos entre elas, que nos fazem quem somos.
São essas vezes, e ainda muitas outras de que não me lembro agora e umas tantas sobre as quais, de tão sublimes e fugidias, não conseguirei jamais escrever.
São essas vezes.




2 comentários:

JEANN DFL disse...

bom texto... começa manso, e vai se tornando intenso!

Li Limeira disse...

Parabéns...gostei dos seus textos e de suas escolhas musicais...
Seguindo aqui.

Abraço!!!

http://alternativassonoras.blogspot.com.br/2013/01/desabafo-musical.html#comment-form

Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

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