Você é o curioso...

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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

..:: 1ª ::.. Mundo de três!



É uma casa chamada Mundo de três andares sem grades nas janelas.
Eu a chamo de Mundo pelo fato de ela ser muito grande e ter esconderijos preciosos e escuros descobertos nas minhas expedições vestido de pirata.
No primeiro mora um velho simpático com um cabelo marrom com branco que toca violão, flauta e alguma coisa que eu não sei o nome toda noite.
Moro no segundo andar com minha mãe, meu pai e um irmão estranho. Costumam me achar estranho, mas eu não sou; ele quem é.
Bem, o terceiro andar há muito não é habitado por alguém, que eu saiba. A casa é antiga; tem aparência de coisa que é guardada dentro de uma caixa e a cor desbotou. As paredes são de um azul desbotado e sujo e as portas e as janelas tem uma cor laranja, que quando abertas parecem retângulos pintados em uma tela azul desbotado e sujo. A rua é calma. Em frente a Mundo mora a velha Zalu que cobra mensalmente os aluguéis dos andares. Ela é uma velha boa e faz doces tentadores. O portão de entrada é cinza, tem umas pontinhas afiadas, que parecem agulhas, apontando para o céu e é forte - até hoje, depois de tantas boladas e pedradas, não quebrou. Ele é alto, mas tem um pedaço de ferro colocado na horizontal, que dá pra escalar levando apenas alguns arranhões. Já estou acostumado, consigo atravessá-lo sem dificuldade, mas, quase sempre, está aberto e não preciso me aventurar. Uma pequena escada que antecede o portal de entrada me deixa do tamanho do portão. Minha mãe disse que é só uma tal de ilusão, mas eu afirmo, eu fico do tamanho do portão!

A porta de entrada é de madeira escura com uma janelinhas de vidro opaco. Como ela é linda... mas nada se compara com a escada dos andares. Ao abrir a porta de madeira, aparece uma sala - meus pais a acham pequena demais, para mim, a sala é enorme com um piso que parece um tabuleiro de xadrez. Isso é divertido; tem dias que só pulo nos quadrados brancos, tem dias que pulo alternadamente, quadrado branco, quadrado preto. No meio da sala, tem uma escada com trinta e três degraus, onze para cada andar. Como eu gosto dessa escada. O corrimão é fininho, não dá para escorregar, os degraus são de madeira e faz um barulho de grilo preso dentro do guarda-roupa do estranho do meu irmão. Esses barulhos, durante a madrugada, me deixavam com um medo arrepiante. Que eu saiba, escada não range sozinha... então se o barulhinho aparece é porque tem alguém usando os degraus.

Mesmo assim, eu a acho linda...


Will be continued!

Go up to the window!




É madrugada, e as ruas dormem...
A cidade continua viva, pulsando.
Basta ir até a janela e ver as luzes vibrando. Cada ponto de luz dança na velocidade do vento.
O mesmo vento que passa pela janela e assanha os cabelos.
Há dias que parece que a noite morreu. Não há brisa, nem tempestade. Não há nuvens.
Lua?
A lua não põe nem o brilho em dias de noite morta. Não há barulho. Não há pessoas. Até que um cachorro uiva. Um homem grita. Um carro buzina. E a noite ressucita. O silêncio é quebrado, as janelas se acendem e uma pessoa aparece na esquina. Não, não foi nada. Foi só um susto. No mais íntimo poço da noite, os sussuros da respiração , os gemidos dos corpos em atrito e as agonias da pele em dor são o que há de mais vivo.
É madrugada, e as ruas dormem. As pessoas dormem. A cidade continua viva, pulsando.
Basta ir até a janela e ver que a noite já está indo embora.

Ah volta..


Passar muito tempo sem escrever é como passar muito tempo sem pegar uma gripe forte.
Você vai dormir aparentemente saudavel e acorda com o corpo dolorido, a garganta arranhando e uma preguiça do cão. Com a escrita, é quase a mesma coisa. Seu cérebro fica processando ideias a cada coisa que acontece no seu campo de visão, mas não se consegue transformar uma imagem em palavras, suas mãos têm preguiça de tentar e apagar, tentar e apagar, apagar, apagar, rasgar o papel e deixar pra mais tarde e você fica se sentindo mal por não ter conseguido, ou, ao menos, tentado registrar uma cena.

Já que não escrevia, ao menos, pensava no ato de não escrever. A dificuldade que se tem em 'metaforsiar' um acontecimento qualquer, se relaciona intimamente com a forma que você quer, ou, na forma que você pensa que seu texto vai ser encarado, criticado, julgado, interpretado e mal interpretado.
Quando se começa a pensar demais, ajeitar demais, corrigir demais e inserir intenções demais em suas palavras, mais fica complicado de se escrever sobre tudo.
Escrever é simples. É como somar. Basta ir juntando letras, e mais letras e mais letras. Escrever é quase como andar. Dois passos já é uma caminhada. Dois passos são duas palavras. Duas palavras são partes de um texto. Um texto é um conjunto de letras amontoadas. E escrever é o que? Amontoar letras e mais letras e mais letras.

E, nessa confissão, eu assumo. Deixei de usar as palavras e comecei a acorrentá-las. Transformando os meus textos bobos em formulários cheios de observações.
Deixando de dar vida a algo sem graça, sem importância, para tentar descrever sobre coisas difíceis. Parando de criar significados a coisas desconhecidas para cair na rotina de falar sempre sobre a mesma coisa.

Uma vez, eu disse que a intenção das minhas palavras não era me endireitar. E outra, minhas palavras nem sempre me descrevem. É tudo uma grande invenção. As palavras se cruzam em outro mundo, perpendicular a esse cruel que nos insistimos em, não só viver, mas sonhar, imaginar e criar.

Então, declaro reaberto esse galpão de ideias vagas.
Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei, é que eles estão dentro de mim e vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Curiosidades..

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"Eu acho legal o pessoal acessar o blog e não deixar um recadinho… É massa, é a mesma coisa que você cagar e não puxar a descarga… Porque querendo ou não você usou aquilo, pode ser num momento de merda, mas usou certo? Não custa deixar um recadinho falando… legal…"

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