Você é o curioso...

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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Sobre escolhas, caráter e lealdade.


Nada melhor para findar não só um ciclo ruim da minha vida, mas este lindo lugar que é o Sociedade do Blog Alternativo, do que um texto deste, amei cada texto que aqui foi postado, agora e novos lugares, ADEUS!


Traição não é um fato natural, um acaso do destino programado pra acontecer na vida de toda e qualquer pessoa. Não. Traição é uma questão de escolha.
Se você já assistiu ao filme Closer, você provavelmente se lembra da cena em que Alice diz a Dan que existe uma escolha. Que você sabe que está começando a se envolver com outra pessoa e pode escolher deixar isso acontecer ou cair fora, manter sua vida a dois inabalada e manter sua palavra. É sobre essa escolha que eu gostaria de falar.
Acredito muito que exista escolha. Talvez não exista escolha em sentir algo por alguém. Talvez você se apaixone por outra pessoa que não é a pessoa com quem você está, e isso não se escolhe. Mas o que você faz com o que sente é escolha sua, uma decisão que pode afetar mais gente do que o seu ego pode enxergar. A maioria das pessoas, quando chega a este momento, o crucial momento de decisão, escolhe ir em frente e considerar a traição uma aventura. Eis que, como diria um sábio amigo meu, uma vez que se rompe essa barreira da primeira traição e a pessoa percebe que não é um monstro, as coisas ficam mais fáceis.
Quem trai alguém teve um ponto de virada de jogo. A tal pessoa poderia escolher terminar o relacionamento e lidar com seus sentimentos de forma honesta, com as outras duas pessoas envolvidas nessa decisão. Ela poderia repensar o que vale a pena, já que o que define o seu relacionamento com alguém é o compromisso estabelecido. É a forma com que você escolheu dividir sua vida com alguém. Quebrar esse acordo, colocando a culpa na impulsividade e no instinto, é a desculpa clássico de um traidor que foi pego. É a desculpa clássica de quem não quer arcar com as consequência e prefere ser passional, acusando uma terceira pessoa do crime de tê-lo seduzido. Ou pior: assume a traição e diz que não poderia evitar. Poderia sim.
Ninguém é obrigado a ficar com alguém, ninguém escolhe o que sente por outra pessoa. Amores se findam, novos amores começam. Mas a forma como um amor é findado e outro começa faz toda a diferença. É nessas horas que penso sobre a importância de sermos honestos com nossos sentimentos. É nessa hora em que temos que decidir se ferimos as pessoas que dizemos amar ou se seremos PORCOS EGOÍSTAS que só pensam na própria felicidade e nos próprios desejos. É nessas horas que separamos o joio do trigo e percebemos que pessoas têm, sim, sua chance de fazer a coisa certa. Elas não fazem porque não querem. Não, fazem porque já escolheram o que queriam fazer.

EU TE AMO.



Vamos? Ali. É perto, mas pode ser longe. Só vamos.



Ir além até parece que é muito longe.
Ir além lembra obstáculos, barreiras e portas trancadas. O ir além é uma expressão otimista, que dá esperança a quem não quer sair do lugar, a quem tem medo de sair do lugar, a quem não sabe aonde ir, é caminhada, é progresso, é avanço.
Além dá preguiça, ir além, ás vezes, precisa de uma passagem de avião, sonhar é caro. Dinheiro não compra sonhos, dinheiro compra decisões, mas sonhos são caros pelo fato de fazer com que não se saia do ponto de partida, e não sair do ponto a cada sonho faz com que se perca o tempo, o ponto de ida, a coragem.
Ir além, de fato, é muito longe. hoje, é sábado, e dá uma preguiça de fazer algo muito complicado, meu ir além de hoje seria tomar um banho e trocar de roupa, ler meu livro em algum lugar aberto ou também seria desligar o ventilador e abrir a janela, mas isso sempre me faz ter medo de que entre algum inseto, deixa assim.
Ir além soa como palavras mágicas infantis. Além, Salém, bruxas de Salém, ir além não é sair da zona de conforto, ir além é continuar no conforto e ter mais conforto, sair de zonas é se aventurar, e eu só estou falando de ir além, bem ali, rapidinho como bater na porta de alguém pedindo pra entrar só pra conversar alguma bobagem sem importância. Eu abriria, mas teria que ser bobagem, conversar demais não é ir além é pensar muito e hoje é sábado. 
Ir além é ir. Só ir. Sei lá pra onde.
Saber seria destino e não ir além. 

É isso.

A velha cigana a te enganar, ou a criando esperanças?




De velho já basta meu corpo e de furado já bastam meus trapos, engasgados no falso ilusório papo.
Falo o que queres ouvir, falo o que deves sentir.
Iludo querendo não te iludir, iludo-me sozinha querendo mentir.
Ah tola criança, velha mulher. Sou cigana oblíqua, uma megera qualquer.
Iludo com sonhos que você criou.
Ora bela menina que nunca amou?
Cartas na mesa pareço interpretar.
Acredita você, porque quer se matar.
Sou dessas capitus que Deus ou o Diabo criou.
Sou uma fidalga que não pereceu, sou casa, abrigo e alento que não estanca o teu sofrimento.
Aprendi muito bem a sorrir e enganar.
E com sussurros e risos, eu soube escapar. E aprendi também, meu querido dom, que de nada lhe vale a simetria.
Se em teu bolso não houver vintém, ou não houver alma em tua poesia.

Céu. Nuvens, sim, nuvens.



O céu é o limite.
E que assim seja.
Passa-se partes da vida trançando caminhos que possuam algum ponto de chegada, mas não quero falar desses fins de caminhos que a rotina, a tradição e a sociedade nos impõem.
Quero os sonhos.
Quero os caminhos impalpáveis, alimento das nossas esperanças.
Desde quando éramos crianças, pulávamos dez casas amarelas regularmente organizadas até chegar ao céu, enfrentando pelo meio um inferno pintando de giz. Dez pulinhos frenéticos, cheios de energias, visando apenas a satisfação e alegria de chegar com os dois pés num pequeno céu de um metro de diâmetro. Um céu limitado que nos fazia se sentir donos de um mundo inteiro. 
Dirigindo e fazendo meu caminho de praticamente todos os dias, vi quando o vermelho do semáforo apareceu. Olhei pra frente, melhor, olhei para o céu. As nuvens, naquela hora, não estavam desenhando. Talvez, estivessem de folga e descansando as canetas, assim como nós que trabalhamos com desenhos, imagens ou escritas. Talvez, as nuvens estivessem só se divertindo e brincando de desenhos abstratos, para que aqueles que tiraram minutos do seu dia ficassem a pensar sobre o que seriam aqueles amontoados de algodão no céu. 
Para mim, as nuvens eram apenas nuvens aquela hora.
E o céu?
O céu tinha se transformado no meu limite.
Estaria sempre ali. Se eu andar para frente, ele estará sendo a minha chegada. Se eu decidir voltar, ele estará ali aconchegando e guiando meu novo caminho.
Se eu cansar e deitar no chão, na grama que é mais gelada ele estará em parte sendo inteiro, enchendo de vida e criatividade meus olhos e meu coração. 
Céu de noite.
Céu de dia.
Céu de estrelas.
Céu de lua.
Céu de desenhos.
Meu céu.
Meu limite...


Palavras.



Passar muito tempo sem escrever é como passar muito tempo sem pegar uma gripe forte.
Você vai dormir aparentemente saudável e acorda com o corpo dolorido, a garganta arranhando e uma preguiça do cão. Com a escrita, é quase a mesma coisa. Seu cérebro fica processando ideias a cada coisa que acontece no seu campo de visão, mas não se consegue transformar uma imagem em palavras, suas mãos têm preguiça de tentar e apagar, tentar e apagar, apagar, apagar, rasgar o papel e deixar pra mais tarde e você fica se sentindo mal por não ter conseguido, ou, ao menos, tentado registrar uma cena.

Já que não escrevia, ao menos, pensava no ato de não escrever. A dificuldade que se tem em metaforsiar um acontecimento qualquer, se relaciona intimamente com a forma que você quer, ou, na forma que você pensa que seu texto vai ser encarado, criticado, julgado, interpretado e mal interpretado.
Quando se começa a pensar demais, ajeitar demais, corrigir demais e inserir intenções demais em suas palavras, mais fica complicado de se escrever sobre tudo.
Escrever é simples. É como somar. Basta ir juntando letras, e mais letras e mais letras. Escrever é quase como andar. Dois passos já é uma caminhada. Dois passos são duas palavras. Duas palavras são partes de um texto. Um texto é um conjunto de letras amontoadas. E escrever é o que? Amontoar letras e mais letras e mais letras.

E, nessa confissão, eu assumo. Deixei de usar as palavras e comecei a acorrentá-las. Transformando os meus textos bobos em formulários cheios de observações.
Deixando de dar vida a algo sem graça, sem importância, para tentar descrever sobre coisas difíceis. Parando de criar significados a coisas desconhecidas para cair na rotina de falar sempre sobre a mesma coisa.

Uma vez, eu disse que a intenção das minhas palavras não era me endireitar. E outra, minhas palavras nem sempre me descrevem. É tudo uma grande invenção. As palavras se cruzam em outro mundo, perpendicular a esse cruel que nos insistimos em, não só viver, mas sonhar, imaginar e criar.

Texto de Welder Campos Rodrigues

Paixão de festa, dança, amor e fuga!



E num requebrado, tornou-se dele a Marie Belath. Ele? Seu eterno namorado. Eterno sim. E em seu quadrado, pôs-se a suspirar por aquela dama de cetim.
Ela alternava entre Elvis, entre Maysa, e à lá Carmem e requebrava. Sangue fervia. E ele pobre coitado a almejava, aplaudindo ao final de toda louca melodia.
Ao findar das canções, o espaço esvaziou-se e quase todos os corações, sobraram dois. E sem uma ou duas razões, Marie aproximou-se três segundos depois.
E o music bar foi insuficiente para tanto sangue a pulsar.
Tudo tão sem defeito.
De ardor encheu-se o ar. Queria-o mais que tudo, queria-o de todo jeito.

Eis que então, beijaram-se de súbito, rangendo os lábios de paixão.
Foi intenso, Maria afagou-se com um lenço, num minuto imenso.

- Como chamas?
- Miguel, que há muito tanto amas.
Ela o olhou surpresa. Ele a ignorou com um beijo ao som do blues.
Como toda artista, tinha Marie um camarim na periferia de sua vista. Como num cinema, Miguel, um ensaísta, ofereceu um Vogue para uma noite plena.
Uma noite indecente foi embalada pela paixão de um casal carente.
Marie disse please. E em sua mente, Miguel sossegou-a até sorrir feliz.

Amanheceu, e o coração de Miguel a musa de cetim se esqueceu.
Porque o amor logo se move quando em tudo chove.

Marie voltou ao Rio.
Miguel sorriu.
Marie fugiu do norte.
Não teve sorte.
Marie cantou Come Back, e abriu um leque, para lembrar-se de Miguel.

Tenha fé, o sol está logo ali.



Está claro, quente, queimando. Sabe, o frio faz isso, o frio queima.
Ele queima a pele, queimam as folhas, queima a alma.
O rigoroso inverno reina soberano em dias imprevistos, em horas indesejadas.
Era para ser verde porem está cinza.
A transparência da água de alguns lagos desaparecera de baixo das densas camadas de gelo, que mais parecem icebergs.
As flores secam em suas hastes em posição vertical, e a neve adentra e congela tudo o que tenta se mover.
O sol desapareceu atrás de grandes nuvens e a desolação do soldado parece eminente. Não, não se renda jovem soldado, o mundo está ai para você, o mundo é seu. Esse é o seu mundo.
Esse mundo é suas escolhas, então escolha bem.
Seja forte meu caro, mesmo chorando, seja forte mesmo queimando, pois o inverno passa, assim como todos os próximos. Você não irá morrer, pois em seu mundo você é imortal, e nada mudará isso, você será capaz de enfrentar tudo, e não há quem diga o contrário,
Você é corajoso e forte meu jovem.
Meu caro amigo, você pode, é só ter fé.

Você romperá barreiras, atravessará oceanos, e novamente terá a ternura do verão aos seus pés, e o toque morno da primavera em seu pescoço.

Soldado de chumbo e boneca de plástico, o que isso iria virar ?



Ele não podia dispensar a cervejinha de sexta-feira com os amigos. Ela era movida a café enquanto via a novela.

Ele amava os filmes de bang-bang. Ela só ia ao cinema para ver algo cult.

Ele sonhava em ter cinco filhos e ensiná-los a atirar de estilingue, jogar futebol e paquerar as garotinhas. Ela queria um filho único - pra ela, pro mundo.

Ele esquecia datas e aniversários. Ela fingia que não lembrava, mas tinha suas sobrancelhas arqueadas para qualquer ah em tom sonso.

Eles brigavam, tanto quanto um homem e uma mulher podem brigar. Ele dizia que seu maior defeito era amá-la. Ela dizia que o amava com todos seus defeitos.

Ninguém acreditava neles. Nem eles mesmos, se isso servisse de consolo. Opostos se distraem, dispostos se atrem - é o que diziam, os abutres de plantão e o Teatro Mágico.

Porém, como cada relógio numa maquinaria perfeita tinha suas engrenagens, o amor deles era essa bomba-relógio. Perfeito perigo, veneno doce. À noite, debaixo das cobertas, ela dizia que não entendia como eles podiam se amar. Pela manhã, ele dizia que não havia como não se amarem.

E nesses opostos, que muitas vezes se distraiam com desigualdades, estava o encaixe perfeito de um eles, sem caber de imaginar. Ele nem desconfiava que tinha um pedaço dela, e ela sorria ao ver que ele estaria sempre consigo.

Feliz Natal ... !



Feliz Natal pro João, que não tem vinte reais para o  panetone e quando muito, tem um real para dar pão à sua mulher e filhos.
Feliz natal pra Maria, que viveu na rua, sem os pais, desde os cinco anos de idade, e agora tem um barraco de madeira para viver e quatro filhos para criar, sozinha!
Um grandioso e Feliz Natal pra Pedrinho, um dos filhos de Maria, não conheceu o pai, mas espera o Papai Noel trazendo para ele o brinquedo que nunca teve.
FELIZ NATAL ao seu Joaquim, mendigo, é invisível aos olhos de muitos, parece fantasia, mas é uma espécie de deficiência de tais olhos.
Feliz Natal a todos os deficientes que são felizes no mar de consumo enquanto Maria, Pedro, Joaquim e João lutam para sobreviver todos os dias.
Feliz Natal para você e Feliz Natal para mim.

Garota, só tenho uma coisa para falar... Ele não te ama. Um adeus talvez.



Capturar o momento exato do impacto, o creck do gatilho e no segundo seguinte o barulho seco do disparo, certeiro, sem lastima nem perdão.
A bala atinge direto o seu peito, sem nenhuma chance de retorno ou arrependimento. Você se vira pra trás procurando entender tudo o que escapou, seus planos, projetos, se apoia com uma das mãos no encosto do sofá, olha bem ao redor e enquanto a vida passa na sua cabeça como um filme ao contrário, você pensa que aquela sala tão familiar se tornou secretamente uma lembrança. O quarto dele, os olhos dele, aquelas mãos, as mesmas mãos que apertaram o gatilho, a velha foto da Gaga na parede com recortes de revistas, tantos sorrisos milhares de cenas inesquecíveis, seu coração, tudo aquilo vai se empilhando nas suas costas e estranhamente se incorporando ao seu corpo.
Você vai se transformando em um monstro intergalático, um ser estranho, um depósito de coisas inúteis, sem nenhuma serventia e percebe que não pertence mais àquele lugar.
É hora de partir e levar consigo toda a vida, toda a sua dor.
Você olha no espelho, vê nitidamente no que se transformou e finalmente senti o peso do mundo sobre as suas costas. Suas pernas fraquejam, você despenca no sofá. Aos poucos você percebe o sangue escorrendo diretamente do seu peito, vai formando uma imensa mancha vermelha e quente, justo na sua blusa favorita. É quando finalmente ele mais uma vez te olha e diz que senti muito e que não vai sumir. Ele vai se levantando e colocando uma das mãos sobre seu ombro lhe oferece um pouco de água.
O velho sinal, é hora de partir. Em uma derradeira tentativa de sobrevivência você pensa nos velhos amigos, na Júlia, talvez ela possa te ver, almoçar juntas e desabar. Você levanta indo em direção à porta, olha obliquamente para ele e passando os dedos na sua face carinhosamente diz adeus.
A volta pra casa é cabulosa, até hoje você não se lembra como, naquele fatídico inicio de tarde, você chegou em casa. Apenas acordou de banho tomado sobre o colchão ainda molhado. No cesto da lavanderia você achou a blusa, coberta de sangue, no seu corpo nenhum ferimento, na mente apenas uma dúvida, será que eu matei alguém?

A campainha toca, pelas sirenes deve ser a polícia.

Para Cu.

Sobre o poeta que todos dizem ser!



Não é porque o mundo é cheio de poetas, que isso significa que o mundo é cheio de poesia.
 A poesia faz-se por si só, em versos ditos através de atitudes, de súbitos olhares na multidão amarga, de sorrisos espontâneos recíprocos.
A poesia insiste em viver por entre a selva de carne, de pedra, de fumaça, de dinheiro, e ainda há aqueles que a ignoram, como se ela simplesmente não existisse.
Ora... acorda hipócrita! Acorda que a vida é bela, tem sangue eterno e asa ritmada. Acorda que vive um poeta dentro de você. A poesia não está nos dólares que tanto almeja, acorda e vire um mendigo. Vire um mendigo e se hóspede aqui, aqui na Sociedade do Blog Alternativo.

Feliz Natal.

O medo que me assombra, o futuro que me espera e a solidão.



Eu tenho medo, medo de viver sozinho e não ter fé para receber um mundo diferente, não ter paz para se despedir.
O meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Medo de ajudar as pessoas porque não sei me ajudar.
Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho.
Meu maior medo é conversar com o rádio no engarrafamento. Tenho medo de enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho, ou da segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social.
Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado.
Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo.
Esta será minha vida!


Sobre uma garota e seu nômade interior, e a única herança deixada para o mundo.




Era uma vez... uma garota dentro de um caminhão. Tinha um volante no horizonte e um motor no coração. Ela não entendia o porquê que em sua vida lhe faltava constância. Vivia cheia de liberdade, até que a ânsia nasceu. Não ânsia de viver ou de se libertar. Era ânsia de paz, ânsia de ser um lar.
Fazia paradas para vomitar. Sentia-se mareada só em sentir o cheiro do mar. Lentamente, um mundo com um único habitante brotava em sua barriga bronzeada, sutilmente uma vida se formava, deixando-a despedaçada. A vida lhe trazia medos, lágrimas escorriam. Sua alma era viajante, não tinha outro dom. Percorria a vida cantando sem perder o tom: Um passo sem pensar, um outro dia, um outro lugar.
Até que um dia, seu corpo desabou um vento forte soprou e a bolsa estourou. Pode não parecer, mas até que doeu. E então, um novo humano saiu e gemeu. Sim... agora era mãe e um pai também. Sabia que para ela a vida não diria amém, a pequena criança era bonita e tinha os olhos verdes. Viveria uma vida esquisita em meio ao som do blues e do rock.
A mãe não tinha cuidado, vivia em função de um ou outro namorado, gostava das noitadas e de toda boemia. Gozava nas viradas de ano, e era só poesia. E quando acabava, pedia mais, pedia mais, pedia mais.
Dizia please. Mas bem lá no fundo, a verdade era que ela queria era bis.
E o bebê sorria.
Sorria com o sorriso de fotografia.   
A vida para ele, era festa e o sangue lhe fervia. Fizera oito anos e odiava maresia, em uma noite sombria punha-se a rodar pelas ruas vazias do centro de mais uma cidade desconhecida. Até que um dia, veio-lhe a fúria e a incomunal rebeldia.
O garoto fez a temível injúria para a vida que ruía. Fizera então, 15 anos e cansara-se das noitadas à beira-mar. Deu adeus as namoradas e aos namorados, e ao seu nômade lar.
A vida lhe chamou e ele foi lá.
A mãe o ignorou. Disse:
 - Vai.
O filho foi e lá voou.
Não mais garota, em seu caminhão pôs-se a dormir. E, com um novo amante, a sorrir.
Até que acabou-lhe a sorte.
A Garota do Caminhão chegou em seu leito de morte.
Um câncer lhe destruiu o coração em um só corte. Morreu abraçada a foto do filho fugido.
E ele, no Triangulo das Gerais, nunca soube que sua mãe tinha morrido.

Loucuras de um Geógrafo metido a escritor.



Sou louco, sou maluco.
Não faço o que acho e digo o que penso.
Eu tento.
Não desisto tão fácil assim, não se joga nada.
Sou uma rocha que quebra com tanta facilidade, que às vezes penso que não passo de uma folha de papel.
Sou pó, areia, vento. Sou como tudo.
Passo. Posso, mas não quero.
A liberdade às vezes só depende de dentro.
Sempre, digo.
Voa-se três quarteirões, acha que já se distanciou demais e volta.
Isso é caretice, doidice como eu, não é?
Já reparei no que digo e no que não digo. O que quero é confuso e o que não quero é mais ainda.
Tudo é tão sóbrio, tão efervescente, tão calmo, tão quente.
Às vezes penso que nada é equilíbrio, que tudo é feito de exageros e imedidas doses.
Se não fosse assim eu não pensaria a loucura que é a minha mente.


Sobre estrelas, livro, pensamentos carregados.



Estrelas. Ah, as estrelas. Observá-las é meu melhor passatempo, buscando imagens entre elas, desenhos, animais, formas geométricas.
Um cappuccino bem quente, um bom livro e um céu estrelado. Não existe coisa melhor.
Depois olhar novamente para o céu e pensar na vida, rever lembranças, pensar sobre meus atos, imaginar um futuro.
Amo isso.

Só que pensar demais pode até dar dor de cabeça, então vou pro meu quarto, me deito e mesmo sem querer começo a pensar novamente. Queria ao menos um minuto ficar sem pensar. Com certeza, aproveitaria esse minuto como se fosse o último de minha vida.

Dias!


Até que a morte os separe… Ou não.
Porque eu vou te amar depois disso, eu vou te amar para um verdadeiro “Para sempre”, por mais clichê, besta e idiota que isso pareça, eu acredito em você, eu acredito em nós.
Meu coração só tem um motivo para continuar batendo nestas longas noites frias, esse motivo é você. Você me fazendo sorrir quando tudo está prestes a desabar, você me ajudando a segurar esse mundo injusto que vem caindo em minhas costas.
É você e sempre será.
Mesmo que tentem provar o contrário, eu sempre vou te amar, você querendo ou não. Eu não quero mais ficar longe de você, eu não quero mais distância, eu quero apenas nós dois, em qualquer lugar do mundo, porém juntos.
Você é minha única certeza, meu sorriso em meio as lágrimas, meu sonho entre os pesadelos, o meu ar quando não consigo respirar.
Você é tudo… meu tudo. Eu te amo!

Apenas 1 dia para 1.825 dias ao seu lado!

Amor!



O amor não é construído apenas por palavras e gestos bonitos, nem por coisas visíveis. Ao contrário do que pensam o amor também é feito de medo, de ódio, de tristeza, de paranoias, de ciúmes, de sorrisos acompanhados por lágrimas.
O amor é profundo e indefinido, é virtude, mas em diversas estradas do coração se encontra com o pecado. O amor é assim, um pouco bagunçado, incompreendido e controverso. Ao mesmo tempo ele é o que faz bem e o que faz mal. É aquele que faz desejar a pessoa amada perto mas que aceita ela longe e a espera com paciência, é aquele que quer ser feliz mas deixa a felicidade do outro vir primeiro, é aquele que não precisa de provas pra mostrar que é verdadeiro mas que a cada prova feita o torna mais forte e esperançoso..
Pouco menos de 36 horas, para completar 43.200 horas ao seu lado!

Leitores Anônimos !



Os escritores não são conhecidos. Os leitores passam apercebidos. Carregando um mundo mágico dentro da bolsa ou embaixo dos braços. Dentro do ônibus, no metrô, na pracinha da cidade ou de alimentação do shop.
Os braços fracos. Os olhos cansados. A vista pesada, o óculo sobre o nariz, e café no colchão. Mas o cérebro, sem nunca parar de ler, nunca para de pensar. A boca sem mexer num compasso triste ou feliz comove. Os dutos lacrimais extravasam. E o peito vaza, morre a personagem, morre a gente.
Fecha o livro e ninguém lembra do autor. Só da dor. 
E você meu caro amigo, o que te direi, se por ouvidos não sei dos escritores, quem me dirá dos poetas? 

            

Comme des enfants.




06:20 de uma manhã de quarta-feira. Estava muito frio e com uma chuva fina. Minha vontade era permanecer naquela cama, com meu cobertor e dormir até tarde, porém, eu não podia. Levantei, preparei meu café da manhã, sentei num sofá ao lado do meu piano e fiquei por lá, observando a chuva caindo de fininho. O silêncio e solidão eram minhas fiéis companheiras.
O relógio já marcava quase 07:00 horas e eu precisava me arrumar, ainda estava de pijama. Levantei do sofá e fui me trocar.
Mais um dia, mais uma batalha pela frente e, mais uma vez, ter que ver as mesmas pessoas. Seria muito mais prazeroso ficar deitado, ouvindo uma bela melodia e esquecer os problemas.


Tédio na aula!



Eu não quero que se assuste, quero apenas que me queira.
Eu ando querendo dar uma volta na sua rua pra ver se consigo te ver. Eu que sou tão na minha, fui ficar tão na sua. Eu que sou preto e branco, quis ser colorido quando te vi passar por mim.
Te pegar pelo braço e sair voando não seria uma má ideia se isso fizesse com que você se encantasse por mim.
Gritar seu nome e sussurrar um - Eu te amo. - pode parecer loucura, mas é que eu estou louco por você.

Rodopiar com você embaixo de um céu estrelado também não seria uma má ideia, quero que as estrelas contemplem nosso amor. Quero que se entregue, e que de início, precise precisar de mim.

Brasil, Minas Gerais, Triangulo Mineiro, Uberlândia, Santa Monica, Av. João Naves de Ávila, Universidade Federal de Uberlândia, Bloco 5O, Sala 212, 3ª fileira, 1ª carteira ao lado da janela, Aula de TFG 1.

[8)][:)]




‘’ Ser poeta é ver alegria até na morte… ou tristeza até na vida. ’’




Eu gosto de escrever sobre você, pois assim consigo fazer com que as palavras saiam sem esforço algum. É como se eu tivesse milhares de textos sobre você na mente, e eles estivessem somente esperando eu colocar a mão na caneta. Então acho que enquanto eu estiver vivo escreverei sobre você. 
Ou melhor. 
Enquanto você estiver vivo dentro de mim. 

Liberdade a todo custo?




Liberdade é um conceito furado.
Todos fazem propagandas a seu respeito, mas a verdade é que somos apenas livres para escolhermos nosso punimento.
Se nós comemos demais seremos punidos com a obesidade, se comemos de menos, seremos punidos com a anorexia.
Se nós trabalhamos demais nos cansaremos demais, se trabalharmos de menos não teremos dinheiro pra nada.

Se vamos a igreja, não podemos fazer nada que queremos, senão vamos, já temos presença garantida no inferno, ou seja, só temos liberdade de escolher nossa punição



É curioso quando os teus olhos se encontram aos meus
Inferno e céu de uma só vez.
Felicidade é quando os meus olhos se encontram aos teus
poesia nasce destes lindos olhos meus
Mas você me olha com olhares de adeus.
.
Felicidade é quando volta, por mim, por tudo, por deus!
Trazendo à vida uma felicidade infinita
E iluminam estes tristes olhos meus. Felicidade é olhar nos olhos seus e dizer: 
Felicidade é olhar nos olhos teus.


M.E.R.N & W.C.R

Ouça!





Pare um minuto e ouça o vento, 
o silencio, 
ouça a luz, 
a escuridão, 
a calma, 
a solidão, 
eles estão falando com você. 
Ouça a si mesmo,
sua mente bagunçada, 
seu medo que desola, 
seu ódio que devora, 
eles estão falando com você. 
Ouça as lembranças, 
a felicidade, 
o sentimento de saudade, 
as exigências, 
as divergências, 
eles estão falando com você. 
Será que consegue ouvi-los?

Sobre olhares, amor à primeira vista, sonhos compartilhados e o adeus ao amanhecer!



no meio da multidão os olhares se entrecruzaram.
Histórias tão diferentes bailavam na marchinha insistente no imenso palco da ilusão. Sorrisos, abraços, carinhos, desejos espalhados em confetes e serpentinas, amores trocados, vidas por um instante desprendidas da rotina incansável daqueles portadores de coração. E no meio disso tudo um encontro de dois sonhos, dois anjos, dois amores enternecidos e ávidos de paixão.
A bailarina cor de rosa e o triste mosqueteiro. Duas vidas tão diferentes, no entanto naquele exato momento foram capazes de paralisar o mundo só pra se olharem mais um pouco. E as mãos dele escorriam pelo braço dela enquanto ela de encantava com o sorriso dele. E eles voaram feitos pássaros deixando pra traz a multidão. E lá no céu entre nuvens se amaram feito anjos até o dia amanhecer.
E pra nunca mais se perderem de despediram trocando seus sonhos. Na lapela do uniforme, ele vai embora com a rosa dela e sobre seu corpete cor de sangue, ela vai com a medalha dele.
Até hoje a bailarina ao se olhar no espelho ainda enxerga os olhos dele e ele sempre diante de uma flor sente o perfume dela.
Quem sabe um dia eles se encontram nessa vida tão corrida e de dois sonhos compartilhados se tornem apenas um realizado.



Viajar, conhecer o mundo, viver!



Viajar.. Viajar para Roma, Itália, provar do chocolate suíço, ir às lágrimas com teatros mundo afora, imaginar os Jardins Suspensos da Babilônia.
Comer do bom e do melhor, vender uma parte da vida, colocar a mochila nas costas e sair, comemorar, conhecer novas pessoas, de almas tão desconhecidas.
Para os mais necessitados, viver romances em Paris.
Jogar moedas em poços mesquinhos, comer pizzas caras, desejar que o eterno seja mesmo tempo demais.
Beijar na chuva, beijar debaixo d’água, beijar só por beijar, mas beijar só por beijar porque não pensou, pela primeira vez não pensou que se arrependeria depois.
E amar.
Verdadeiramente, amar e ganhar baldes d’água imaginários na cabeça quando, em público, gritar em silêncio que ama, só por amar. Ama sem dinheiro, sem compromisso, sem foto pra provar.
Quem sabe aprender um novo idioma, uma língua morta, ganhar o prêmio Nobel e escrever um livro de memórias. Mas que nessas memórias estejam contidas as coisas que não foram contidas.
Comprar um barco, um camelo, pedir desculpas, e pedir desculpas aos filhos, quando estes estiverem cansados e enrugados demais para ouvir você dizer que eles são o maior sonho já realizado.
E depois disso tudo, uma biblioteca com seus livros preferidos, conhecimento de toda a obra daquele tal artista que quase ninguém conhece um cachorro tirado de rua, um abraço num desconhecido, elogios do pessoal do trabalho voluntário. Chorar em público, passar um trote, queimar dinheiro, pular de uma cachoeira, viajar com os amigos, aprender a nadar, virar astronauta, dançar como um louco no meio de uma festa chata, subornar alguém, ser DJ por um dia, entrar em coma alcoólico, tatuar uma idiotice…
Fazer besteira.
Ou então, mais ainda, fazer besteira em Las Vegas, com o amor da sua vida.
Passar 72h acordado, escalar uma montanha, pular de paraquedas, arriscar um bungee jump… Tudo o que for radical, até mesmo uma mudança radical no cabelo, no visual, uma mudança radical de vida.
Gritar em praça pública, gritar o mais alto que puder gritar como se já não escutasse a própria voz há muito tempo. Como se já não aguentasse mais.
Xingar o chefe, se demitir, fugir de casa, comprar o chocolate mais caro e mais gostoso, experimentar comidas exóticas, nadar com tubarões. Quem nunca quis nadar com tubarões!?… Só quem preferiu comprar um pônei.
Dormir ao relento e rezar para não morrer. Para não morrer. Rezar para não morrer.
E quando chegar o fim do ano, com aquela roupa branca suja de champanhe, dizer com todas as letras que aquele sim, aquele foi o ano mais incrível da sua vida. Riscar a felicidade do caderno de metas. E sorrir, contente, para a lápide quente.
Essas coisas que a gente quer, que a gente ama, que a gente sonha, antes de ir para a cama e lembrar que o mundo não acabou, que já passou da meia noite, e que já não aguentamos mais essa sequência de amanhãs.
Mas ainda é cedo… E amanhã, amanhã eu juro, eu juro que penso nisso.









Chego, às vezes, a suspeitar que os poetas, os verdadeiros poetas, são uma espécie de erro de programação genética. Aquele produto que saiu com falha, entre dez mil, um sapato saiu meio torto. O poeta é aquele sapato que tem consciência de linguagem, porque somente o torto sabe o que é direito. Então o poeta seria um ser dotado de erro, donde essa tradição romântica de marginalidade, do poeta como bandido, banido, perseguido."



Paulo Leminski

4 anos e 8 meses!



Porque eu sei que é amor. E não existe nada no mundo ou até mesmo pessoa que me faça mudar isso.
É o que eu sinto. É o que eu te entrego. É o que eu peço.
Se cuide, mesmo que não esteja doente, mesmo que não tenha se machucado. Cuida de você por dentro, do seu coração da sua alma. Mesmo que eu não esteja mais ao seu lado um dia. Saiba se cuidar e me prometa que fará isso muito bem.
Você não é mais criança, sei que sabe se virar. E se algum dia você chorar, me chame, eu vou te ajudar, mesmo que seja só pra dar um empurrãozinho, mesmo se for só pra te fazer sorrir por um instante.
Eu te amo apesar de tudo e principalmente por causa de tudo e o tudo que você já me deu até hoje é muito mais do que eu já pedi a Deus um dia.
E não se esqueça, quando achar que a noite não tem mais estrelas ou que a tempestade nunca mais vai passar, lembra-se de todas as vezes que te falei do céu. Veja o quão maravilhoso ele é, veja que tudo que é mais bonito veio de lá. Principalmente o amor. Porque de fato, o meu por você é um pedacinho de lá de cima.

Eu te amo, obrigado por todo este tempo ao meu lado.

Somos feitos de poeira das estrelas.


Primeiro texto do ano, meio atrasado mas esta ai!

Quando eu estava escrevendo minha monografia de conclusão de curso em Geografia, eu li em um texto do Marcelo Gleiser, que nós somos feitos de poeira das estrelas, e eu achei isto incrível e nunca mais isto saiu da minha cabeça.
Eu olhando para o céu algumas centenas de vezes, enxerguei uma ‘’estrela cadente’’, achei estar ficando louco, fiz um pedido mesmo assim, me senti bem depois.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, numa casa muito grande, num espaço muito familiar, gente comendo, conversando, sorrindo, amando, eu vejo uma avó um pouco corcunda, mas sorridente, vincos fundos no rosto, cabelo grisalho, uma chuva forte acima da cabeça. E ela varre. Com passos ritmados, com uma calma assustadora, com uma esperança imaculada, como se possuísse dentro de si algo desconhecido aos outros, ela varre pra longe essa poeira colorida e brilhante que é o que a gente é.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, num quarto extremamente quente de uma garota pertinho dos quinze anos, tem aquela parte onde tudo é infinito, livros de A a Z espalhados pela estante de uma madeira que nem se possibilita saber qual é, abrir um livro há muito tempo fechado é desabrochar um mundo completamente novo. É liberar pó pelo quarto, é mergulhar no colorido inerente, é estar em alguma nebulosa antiga, voando, vendo planetas, entre essas coisas magníficas que é o que a gente é.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, um mundo grande e cheio de gente louca e sã, de gente burra e esperta, de gente que vai e de gente que por medo fica. Se a gente é feito de poeira das estrelas, cidades, países, oceanos, atlânticos, desertos e lugares, o mundo todo é feito de poeira das estrelas porque o mundo todo nos é, e nós, em nossa singularidade doente, também o somos.
Num dia que estava estudando, eu li um texto que dizia “As estrelas explodem.”
Veio à minha mente, a gente vai explodir? A gente vai desaparecer? A gente vai sublimar? A gente vai virar vazio? A gente vai se perder pelo vácuo? A gente vai deixar de ser? A gente vai virar escuro? Ou esses grãozinhos que caminham por aí à procura de água, de comida, de amor, esses grãozinhos vão se esconder pelos buracos até que num futuro distante algo gigante encontre esse planeta, sacuda tudo que há pra sacudir, entenda, e depois, simplesmente nos tire, com um sopro nem tão forte assim, mas suficiente, para nós varrer de toda a face da história terrena?


Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Curiosidades..

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"Eu acho legal o pessoal acessar o blog e não deixar um recadinho… É massa, é a mesma coisa que você cagar e não puxar a descarga… Porque querendo ou não você usou aquilo, pode ser num momento de merda, mas usou certo? Não custa deixar um recadinho falando… legal…"

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Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.