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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Somos feitos de poeira das estrelas.


Primeiro texto do ano, meio atrasado mas esta ai!

Quando eu estava escrevendo minha monografia de conclusão de curso em Geografia, eu li em um texto do Marcelo Gleiser, que nós somos feitos de poeira das estrelas, e eu achei isto incrível e nunca mais isto saiu da minha cabeça.
Eu olhando para o céu algumas centenas de vezes, enxerguei uma ‘’estrela cadente’’, achei estar ficando louco, fiz um pedido mesmo assim, me senti bem depois.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, numa casa muito grande, num espaço muito familiar, gente comendo, conversando, sorrindo, amando, eu vejo uma avó um pouco corcunda, mas sorridente, vincos fundos no rosto, cabelo grisalho, uma chuva forte acima da cabeça. E ela varre. Com passos ritmados, com uma calma assustadora, com uma esperança imaculada, como se possuísse dentro de si algo desconhecido aos outros, ela varre pra longe essa poeira colorida e brilhante que é o que a gente é.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, num quarto extremamente quente de uma garota pertinho dos quinze anos, tem aquela parte onde tudo é infinito, livros de A a Z espalhados pela estante de uma madeira que nem se possibilita saber qual é, abrir um livro há muito tempo fechado é desabrochar um mundo completamente novo. É liberar pó pelo quarto, é mergulhar no colorido inerente, é estar em alguma nebulosa antiga, voando, vendo planetas, entre essas coisas magníficas que é o que a gente é.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, um mundo grande e cheio de gente louca e sã, de gente burra e esperta, de gente que vai e de gente que por medo fica. Se a gente é feito de poeira das estrelas, cidades, países, oceanos, atlânticos, desertos e lugares, o mundo todo é feito de poeira das estrelas porque o mundo todo nos é, e nós, em nossa singularidade doente, também o somos.
Num dia que estava estudando, eu li um texto que dizia “As estrelas explodem.”
Veio à minha mente, a gente vai explodir? A gente vai desaparecer? A gente vai sublimar? A gente vai virar vazio? A gente vai se perder pelo vácuo? A gente vai deixar de ser? A gente vai virar escuro? Ou esses grãozinhos que caminham por aí à procura de água, de comida, de amor, esses grãozinhos vão se esconder pelos buracos até que num futuro distante algo gigante encontre esse planeta, sacuda tudo que há pra sacudir, entenda, e depois, simplesmente nos tire, com um sopro nem tão forte assim, mas suficiente, para nós varrer de toda a face da história terrena?


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Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

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