Você é o curioso...

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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Garota, só tenho uma coisa para falar... Ele não te ama. Um adeus talvez.



Capturar o momento exato do impacto, o creck do gatilho e no segundo seguinte o barulho seco do disparo, certeiro, sem lastima nem perdão.
A bala atinge direto o seu peito, sem nenhuma chance de retorno ou arrependimento. Você se vira pra trás procurando entender tudo o que escapou, seus planos, projetos, se apoia com uma das mãos no encosto do sofá, olha bem ao redor e enquanto a vida passa na sua cabeça como um filme ao contrário, você pensa que aquela sala tão familiar se tornou secretamente uma lembrança. O quarto dele, os olhos dele, aquelas mãos, as mesmas mãos que apertaram o gatilho, a velha foto da Gaga na parede com recortes de revistas, tantos sorrisos milhares de cenas inesquecíveis, seu coração, tudo aquilo vai se empilhando nas suas costas e estranhamente se incorporando ao seu corpo.
Você vai se transformando em um monstro intergalático, um ser estranho, um depósito de coisas inúteis, sem nenhuma serventia e percebe que não pertence mais àquele lugar.
É hora de partir e levar consigo toda a vida, toda a sua dor.
Você olha no espelho, vê nitidamente no que se transformou e finalmente senti o peso do mundo sobre as suas costas. Suas pernas fraquejam, você despenca no sofá. Aos poucos você percebe o sangue escorrendo diretamente do seu peito, vai formando uma imensa mancha vermelha e quente, justo na sua blusa favorita. É quando finalmente ele mais uma vez te olha e diz que senti muito e que não vai sumir. Ele vai se levantando e colocando uma das mãos sobre seu ombro lhe oferece um pouco de água.
O velho sinal, é hora de partir. Em uma derradeira tentativa de sobrevivência você pensa nos velhos amigos, na Júlia, talvez ela possa te ver, almoçar juntas e desabar. Você levanta indo em direção à porta, olha obliquamente para ele e passando os dedos na sua face carinhosamente diz adeus.
A volta pra casa é cabulosa, até hoje você não se lembra como, naquele fatídico inicio de tarde, você chegou em casa. Apenas acordou de banho tomado sobre o colchão ainda molhado. No cesto da lavanderia você achou a blusa, coberta de sangue, no seu corpo nenhum ferimento, na mente apenas uma dúvida, será que eu matei alguém?

A campainha toca, pelas sirenes deve ser a polícia.

Para Cu.

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Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Curiosidades..

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