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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Uma criança, loucura, e chocolate!


Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.


Quando eu ainda estava no ensino fundamental, uma vez no recreio, comendo um chocolate derretido, pensei isso, pela primeira vez: E se eu ficasse louco?
Vi meus amigos trocando papéis de cola para a prova, vi uns meninos correndo de testa suada, vi uma professora caminhar como alguém que pensava em alguém que ela encontraria no final do dia, vi tudo isso como se não pudesse ter, ver e ser.
E se eu ficasse louco.
Que triste para meus pais, que triste para a carteira vazia da escola, que triste para os livros plastificados com a etiqueta que dizia quem era eu.
Um estudante, um garoto, com família, amigos, tênis sujos, camisas brancas com o brasão da escola.
Se eu ficasse louco tudo isso seria o quê? Pra onde iriam os materiais e as pessoas e o amor?
E se eu ficasse louco?
Quem iria me ver babar num canto de um hospital? Existe louco em casa? Mãe ama os loucos? Louco tem amigo? Louco tem livro plastificado? Louco começa e não para mais até acabar? Louco uma vez, louco pra sempre?
Converse. Respire. Pense. Pense. Vamos. Não fique louco. Mude de assunto.
Dê nome pra loucura que ela deixa de ser. Sinta dor com nome que assusta menos. Caia na aula de educação física, rale o joelho, sangre, dói menos. Desembarace os cabelos e sinta que problemas se alisam.
Faça o papel do chocolate virar um barquinho. Isso. Conte uma piada. Se os outros rirem bastante. Se a sua estranheza puder ser amada. Qualquer coisa menos loucura. Pense naquela música da rádio.
Não, você não está triste.
Uma fofoca e pessoas em volta. Vá até o banheiro molhar o rosto. Os outros. Olhe. Os outros. Vamos. Que data mesmo? Da guerra. Que data? Qualquer coisa. Menos louco. O hino. Sujou um pouquinho a meia limpa.
Dê nome aos problemas. Problemas com nomes são problemas e não loucuras.
Não caia duro no meio do mundo. Não se chacoalhe no meio do pátio. Não vomite só porque sei lá o que é isso impossível de digerir e nem quero saber.
Não abrace sem fim porque é preciso sentir o vento com o peito sozinho. Terrível mas tem banho quente pra distrair.
Não espanque, não soque, não chore sangue, não arranque a língua, não grite, não acabe.
Siga. Sorria. Mais uma prova. Mais uma festa.
Sempre um pavor escondido mas nem era nada disso. Sempre uma tristeza abafada mas nem era nada disso.
Sempre uma alegria exagerada que ninguém acolhe e o silêncio depois, fazendo curativos na pureza criando cascas.
Um dia você será. O quê? Normal. Um dia você será. Normal. Um dia. Enquanto isso se distraia como a professora que ama, as crianças que trocam papéis de cola, os garotos que correm. Eles estão se distraindo também e pensando: Olha, um menino comendo chocolate.

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Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

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