Você é o curioso...

    contador de acesso grátis
    ...
    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Powered By Blogger

Meu céu não tem estrela sem você. Não tem sol, 

não tem lua, não tem tempo ruim, bom, não tem 

vida, não tem eu.

Faz algum tipo de barulho pelo amor de Deus!




Uma das coisas mais torturantes que existe é o silêncio, ele nos faz imaginar coisas que talvez nem existam, mas com o "poder" que possui, consegue mexer com os nossos maiores medos.

Quem nunca estranhou quando as coisas estavam silenciosas demais na sua casa? Quem nunca ficou curioso para saber o que se passa na cabeça daquela pessoa bem pensativa? Quem nunca se angustiou com o silêncio de certas pessoas? Quem nunca preferiu se calar para não magoar alguém? Creio que todos já passaram por situações semelhantes, e não há como negar, é muito desagradável.

Ao mexer com os nossos medos, entramos no campo da imaginação, onde "tudo" é possível, e isso nem sempre é bom... Creio que o silêncio de alguém que amamos é uma das situações mais torturantes, pois passamos horas e horas tentando adivinhar o que está acontecendo, e no fim, não conseguimos chegar a nenhuma conclusão, pois da mesma forma que pode ser tudo, também pode não ser nada... Se muitas vezes já é complicado nos entender, imagina entender todo o tempo outra pessoa? É praticamente impossível! 

Seria bem mais fácil se as pessoas expressassem mais o que pensam, sentem e desejam, assim nos poupariam de muitas preocupações. Mas como não é isso que acontece na prática, precisamos aprender a lidar da melhor maneira possível com essas situações, procurando manter a calma e evitar tomar decisões precipitadas.



E se eu morrer?

O que tem após? A pós a vida, durante a morte, o que será o pós-morte.

E como será se tiver morrido como será o mundo que eu conheço hoje, e as pessoas?

Será que um dia ainda falaram o meu nome, contaram as historias sobre mim?

E se eu morrer?

Espero que sinta(m) a minha falta. 

E saiba que sempre amei amo e sempre irei amar!

Mas me responde, e se eu morrer! 

Se eu fosse existir eternamente!




Se eu fosse existir eternamente eu encurvaria o mundo diante dos meus desejos, a eu faria cada instante conter muitas possibilidades infinitas, e o amanhã? O amanhã seria um dia completamente novo, repleto de caminhos para a felicidade.
Eu iria te estender a mão com a certeza de te engolir, te libertando, pois em mim não haveria paredes nem desencantos.
Viver sem querer o segundo em diante, se ater ao próximo gesto já que tudo mesmo se tornaria eterno.
Perceber de pronto o ar que move e esquenta.
Você em minha direção. O pulo do coração no instante exato do beijo, do toque das mãos.
A dispersão absoluta do pensamento em todas as direções e a precisão do acerto exato e definitivo do meu coração no primeiro toque das línguas continuadas e ardentes de paixão.
O olhar comprido e amplo da visão diante do mar. A chuva forte no corpo parecendo o mundo inteiro a desabar.
Se eu fosse existir eternamente eu viajaria com você em cada momento, tentaria decifrar cada pensamento seu, já que os meus pensamentos são só sobre você. Eu plantaria várias sementes no nosso quintal e juntos nós iríamos cuidar, regar, todo dia.
Se eu fosse existir eternamente eu teria um caderno com infinitas páginas, assim escreveria todo dia algo de bom que aconteceu, para nunca esquecer os bons momentos, e sempre que der vontade abrir uma página qualquer e viver aquele dia novamente.
Irei sempre cuidar de você, quando você estiver doente, quando perder suas forças, eu irei entregar tudo de mim para você, e juntos iremos viver essa eternidade, viajar nessa imensidade sem nunca se preocupar com a finalidade.


A mente da gente é um universo imenso. As vezes nos deparamos com enormes buracos negros e outras com galaxias gigantescas cheias de vida e cor. Nos resta escolher e acertar a melhor rota em busca do conhecimento e da felicidade.

Sobre a noite, as estrelas e o meu pseudónimo




Sou todo caos, todo abismo, todo escuridão.
Sou todo túnel escuro e céu chuvoso. Sou todo negro, todo medo.
Vivo em constante observação à claridade e percebo que o meu lado é, na verdade, o oposto. Sou excêntrico, sou toda noite de embriaguês e manhãs de segredos.
Não há conceitos sobre o universo a serem mudados, mas sobre o meu universo. Estudos não comprovarão a minha instabilidade, tampouco meu ponto de vista. Claridades deixam-me nítido, por isso opto pela escuridão.
Não preciso de conceitos sobre a luz da noite, já que não quero que haja estereótipos sobre meu modo de ser, em resumo.
As estrelas fazem-me companhia, e eu as pergunto o porquê de tamanha gentileza, já que mesmo em meu túnel completamente fechado e obscuro, elas insistem em fazer morada.
Talvez não passe de gentileza, pena, compaixão, ou talvez eu as esteja projetado em pensamentos com o intuito de fugir da solidão. Mas nada se encaixa em um verdadeiro significado.
Dentro do meu túnel coberto, olho para o céu que me parece sorrir lá no fim, e percebo que nem tudo está perdido e que a luz que um dia crescera em mim, poderá voltar a brilhar.
Mas o caminho é longo para que essa teoria tenha conclusões concretas, então espero calmamente o fato de que a luz da noite será minha companheira eterna até que seja provado o contrário.
Afinal, tudo acontece quando poucos olhos estão observando, então prefiro manter-me assim.
Talvez eu sempre tenha sido essa incógnita constante à procura de um significado sobre meu próprio ser.
E foi em total solidão, dentro de um túnel fechado, que eu descobri as inúmeras estrelas que habitavam em mim.




Do nada o mundo parece um lugar tão perfeito
Tudo se move com uma graça 
De repente minha vida não parece um desperdício
Tudo gira em torno de você
E não há montanha tão alta
Nem rio tão extenso
Nuvens de tempestades podem se formar
E estrelas podem colidir
Mas eu vou amar você até o fim dos tempos
Até a minha morte…




Poetas não se encontram nas ruas ou nas bibliotecas públicas, estes são chamados sonhadores.
Poetas estão trancados convivendo com suas próprias amarguras, tentando passa-las para o papel sem que se desmanchem em cinza.
Por vezes os encontrará em bares, mas sempre afogados em bebida que é para não ter que prestar atenção nas banalidades a sua volta.
Poetas não vomitam em público.

24-03-2013




Meu nome é Welder Campos, sou dono deste blog, Sociedade do Blog Alternativo.
Criei este blog para colocar tudo o que eu penso e sinto. Eu comecei a um tempo a traz a escrever um pouco a mais do que escrevia antes. Mais este ano eu dei uma parada.
Eu venho pensando em coisas diferentes e mais importantes. Então acho que deve parar por algum tempo novamente de escrever no blog.
Eu ando muito triste de uns meses para cá. Mais especificamente de novembro para cá.
Acho que eu preciso ter a pessoa que eu amo de volta como amigo para conversar, e voltar a ser uma pessoa feliz.
Eu cometi muitos erros no ano que passou. E com estes erros eu perdi a pessoa que eu amo.
Mais com estes erros eu aprendi muito. Aprendi a valorizar e respeitar a pessoa que faz de tudo para você. Aprendi que uma vez que você perde a pessoa que você ama, mesmo você dando sua vida, nunca terá de volta o amor que um dia você teve, que eu tive.
Eu, tenho 23 anos, pouco tempo de uma vida, mais muito para saber o que é amor, e o que eu sinto por você meu anjo!
Eu vejo que o amor é você quer ver a pessoa feliz, independente se você esta feliz ou não, ver a pessoa sorrir de verdade, estar bem. Amar para mim é isso.
Eu amo!
Um dia fui amado com todas as forças do mundo. O maior amor, o amor que lutou por mim, que acreditou que foi ate a lua para mostrar que me amava, mais eu fui tolo e não o vi. E foi assim que eu te perdi.
Eu tive que ver você indo embora para poder perceber que se eu demorasse um pouco mais nunca mais teria você do meu lado.
Dia 14 de julho de 2012 foi o dia que eu fui atrás da minha felicidade de novo, hoje é 24 de março de 2013, pouco tempo, mais muito tempo para provar o amor verdadeiro que mora em mim. Sei que teria que lutar uma vida para provar que eu te amo de verdade. Acho que mesmo assim você nunca voltara a me amar como antes. Não quero que se humilhe por mim, que apenas que acredite no que eu estou falando para você.
O amor é o maior sentimento do planeta, maior do que a raiva do que o ódio. Amor! Ou você tem a certeza ou não, não é mesmo? Tenho certeza do que eu sinto por você, puro amor. O mais limpo e mais puro do planeta, quero o seu bem e como já fiz um dia, eu te prometo nunca te fazer sofrer novamente!
Eu não venho escrevendo no blog mais, porque tudo que faço é pensar em você, 24 horas por dia. Pensar o que você esta fazendo com quem esta.
Eu tenho muita coisa para fazer para você meu anjo! E apenas quando você estiver comigo e poder me escutar com o seu coração aberto eu poderei de falar o que eu ando sentindo.
Meu anjo! Eu te amo, não posso mudar o passado mais posso fazer um presente e um futuro melhor para você. Este é o meu lema!
Fica comigo!
Te amo!



Que me desculpem os frágeis, deprimidos e exagerados, mas tem dor que não é pra tanto. Eu, por exemplo, levo umas duas rasteiras da vida por semana. Se eu caio? Caio. Se eu morro? Não, não morro. E você também não morrerá. Sem drama, sem exageros. Quem muito exagera na dor, um dia acaba acreditando que ela machuca na mesma proporção e, por fim, acaba morrendo. Eu ainda estou vivo, e você?


Ah... por dentro eu  já estou morto à algum tempo!

Só isso por hora!




Metade da constelação que cai sobre meu rosto é sua e a outra metade é do mundo, do mistério e do nunca. Porque eu não deixo de ser calado, escondido, encolhido e indomável.
Nunca, nem pelas estrelas que explodem em mim ou pelo eclipse dos meus olhos, e isso se estende em todos os pretéritos e em todos os futuros.
Eu tento guardar no bolso o hoje e deixa-lo lá, amassado, pra ser molhado e rasgado na máquina de lavar enquanto gira em torno de si levando na cara todas as verdades. Carrego o hoje na sola dos pés que marca meus caminhos num desenho desconexo que amanhã, numa chama de esperança e utopia e ilusão acredito que fará sentido como se pudesse ser enxergado com mais clareza. 
Por hora é pouco, sou pouco.
O presente é uma taça vazia e suja ainda com cheiro de ontem.
Nostálgica.
E a garganta seca pedindo por mais.




Sou pergunta mal acabada, ideia mal formulada, ideia mal acabada, frase sem sentido, texto sem nexo, amor sem temor.
Sou ponto sem final, vírgula sem continuação, parei na vírgula e ali fiquei. Sou sujeito sem predicado, sou educador sem relevância, ensinando pessoas a amar, sem ao menos saberem o que é o amor.
Sou afirmação sem sentido, acusação sem prova, país sem governo. Desordem ou ordem?
Ambos me parecem horríveis, em vista ao que se passa hoje em dia. Sou evolução. Evolução que por descuido empacou no meio do caminho, ficando no meio termo, começando mas não terminando.
Sou começo, meio, mas sem dúvida, não sou o fim.




Não, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circunstancias. A quem passe a vida na mesma casa de família, com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão. E antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos. Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando ao fim, é cerrar os olhos e evocar todas as cousas que não achei nele. Quantas idéias finas me acodem então! Que de reflexões profundas! Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me aparecem agora com as suas águas, as suas árvores, os seus altares, e os generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma imprevista que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.
Machado de Assis






Tudo bem, Deus, digamos que Você esteja mesmo aí. Foi você que me colocou nessa. Você queria me testar. E que tal se eu O testasse? E que tal se eu dissesse que Você não está aí?

3 anos e 9 meses!




Quero a tua pele pra pintar um poema assinado por mim, no calor que trinca e na cor que não existe na palheta de artista nenhum.
O que mais me arde, o que mais me entope de água em meus pulmões.
Aceita minha loucura incandescente que explode e me deixa em fragmentos no teu sistema, no teu poema.
Xinga e maldiz o dia que entrei pela tua boca e morri no meio da tua garganta como um nó que não te deixa gritar ou chorar.
Quero a pele do teu dorso pra deixar meu poema arranhado - que arranha minha garganta.
Quero a pele do teu pescoço pra invadir, beijar, morder, lamber.
Te sinto como um poeta sente o soneto, como um louco sente o mundo e ama.
Como um calmo vê a alma com urgência.
Quero a pele do teu pulso pra provar da tua vida.

Hold On!



Falta tanta coisa, uma praia na janela, amigos que não podem ser contados em numa mão.
Faltam cheiros, falta o futuro que me parece mais incerto a cada passo que dou (não que eu queira saber do futuro, eu sei que perderia a graça ou o que quer que seja).
Falta tempo até de respirar e sobra eu, espalhado por todos os cantos, desorganizado e poluído com os olhos pesando e outros pesos maiores sobre os pés dificultando o caminhar mas não paro.
Tudo isso é uma merda, cansaço, solidão, os olhos pesando e os outros pesos que me fodem.
Mas há pelo mundo, impregnado no sistema do homem e nas vísceras da cidade, coisa pior, morte, ódio, doença, droga.
Meu espírito é limpo, meu corpo também afinal minha guerra é interna, é com o eu que não descobriu como lidar com as circunstâncias, com a covardia, com meus pesos que sou, ou que possuem minha assinatura. 



♫ Oh you got to
Hold on, Hold on
You got to hold on
Take my hand, I'm standing right here
You gotta hold on

Tom Waits - Hold On




"Há momentos em que desejo fazer o tempo voltar e apagar toda a tristeza, mas eu tenho a sensação que, se o fizesse, também apagaria a alegria. Assim, revivo as memórias da forma como vêm, aceitando todas elas, deixando que me guiem sempre que possível. Isso acontece com mais frequência do que as pessoas percebem." 

— Um Amor para Recordar  

Louco Devaneio!




Uma vez ouvi falar que Deus era um garoto num jardim, brincando com formigas.
Ele não nos ama, ele não nos criou ele nos achou perdidos no meio de um imenso universo. E ele está apenas observando e brincando com a gente ao seu bel prazer.
E, às vezes, eu até acredito nisso, mas se dermos um zoon gigantesco em nossa pele veremos que nela a uma “civilização” de células e organismos vivendo em harmonia, agora pensa comigo.
Por que a gente não pode ser essas células num organismo bem maior, que por acaso pode ser esse “Deus”?
Eu realmente não sei, mas o que existe é muito amplo pra se conhecer em uma só vida e esta aí a sacanagem de quem quer que seja que nos tenha posto aqui, a gente nunca vai saber de tudo.
E a dúvida sempre vai corroer nossos cérebros.
Por isso as escolas e a sociedade nos dão uma religião pra seguir, pra que não precisássemos pensar.
Não que pensar fosse derrubar governos e o diabo à quatro, como dizem os revolucionários. Mas, porque se você para e pensar em tudo isso, você vai acabar enlouquecendo, e eles não querer super lotar os hospícios.
Está vendo?
Eu sou só mais um louco que parou pra pensar nisso e quando eu crescer, eu vou estar chapado o suficiente pra nem saber meu nome, ou vou me suicidar, ou vou tá num hospício. Fim.
É exatamente esse o propósito.
Se você pensar, você enlouquece. E eles não querem loucos. Eles querem sóbrios que saibam controlar máquinas, e bater cartão, mas que não saibam enlouquecer.
MAS NÓS PRECISAMOS ENLOUQUECER.
Porque eles não tem controle sobre nossas mentes, a não ser que deixemos.

( E só para deixar bem claro eu acredito em Deus, ou algo maior do que eu. )

A Blogosfera!




Eu estava olhando o Blog e pensando nas suas fases...
Houve um tempo em que ter um Blog estava na moda, quase todo mundo queria ter um. Criaram Blog's de citações, românticos, autorais, de viagens... Enfim, de todos os estilos. Foi passando o tempo, e hoje eu vejo que essa moda passou.
Creio que por causa do Facebook, do Tumblr ou até mesmo, por causa de vídeos que algumas pessoas gravam para postar no You Tube.
Várias pessoas perderam o interesse e abandonaram os seus Blog's, o que foi uma pena, porque tinha muitos Blog's interessantes. Me lembro que tinha Blog's que eu esperava ansioso para ver as novas postagens... E hoje em dia, eles estão desativados.
Com tudo, eu ainda gosto do Blog, acho uma maneira interessante de compartilhar pensamentos. Porém, devido a falta de tempo e de criatividade, tenho postado pouco. Mas estou sempre olhando e acompanhando os alguns Blog's que gosto, apesar de nem sempre comentar as postagens.
Não pretendo abandonar a Blogosfera, e espero que vocês também não abandonem, bom isso se algum ainda der ou vive aqui nesta Sociedade.
Não faz sentido deixar de lado algo que por tanto tempo me trouxe alegrias. Enquanto houver sentimentos, irei continuar compartilhando coisas que vêm do meu coração!






Guardo no vazio do meu bolso o dinheiro que não tenho,
no vazio do quarto a cor que não criei.
No vazio da folha o poema que nunca aprendi a escrever.
No vazio dessas gaiolas penduradas por toda a sala eu guardo a mim,
sonhos nunca sonhados, frases já mais ditas.
Guardo toda vez que esbarrei com olhos gentis num café nas ultimas horas do dia, guardo toda vez que meu telefone tocou com uma noticia boa.
Guardo nas minhas gaiolas o vôo que nunca dei,
abraço que recebi.
Guardo mais: Guardo o que sou e não soube explicar,
guardo o que não cabe dentro das minhas costelas.
E são, minhas costelas, a maior gaiola viva que guarda o maior vazio vivo. 



É triste eu sei, mais eu tenho medo de te perder.



Não nascemos pra ser o que realmente somos.
No âmago, no fundo do poço, por trás dos meus olhos, no meio das costelas gritando na pele, debaixo das unhas ruídas de ansiedade, no segredo das horas que não te trazem eu sou solidão.
Eu sou a solidão e o frio sólido do teu olhar que foge do meu, da tua voz que lembra o mar. Do teu ar de paz e maresia que me envolve depois de percorrer todo oco que nos separa, depois de percorrer todo o silêncio e toda a vontade que irradia de nós se debatendo no vazio e nos acertando como uma colisão caótica, estranha. 
Dói só quando eu lembro que você é tão estranho quanto eu e lembro que nos encaixamos na cor dos olhos, no breu do cabelo e no mistério de nossas tentações, quando você some e volta como ondas cada vez mais fortes.
Dói quando fujo e caio no cheiro da cerveja, no ar boêmio de longe de ti quando pairo numa loucura fúnebre que não liberta minhas amarras, que fecha a minha cara e sintoniza meu som na tristeza do poeta que canta.
Numa loucura que deixa as mágoas mais fortes que as certezas.
Loucura que desperta meu vulcão e me embaça a vista quando te vejo. 
Loucura que sofre uma metamorfose triste e não se encaixa em você.
Que grita - nós nos amamos.



Uma vida de amor, para que nunca se esqueça que o amor verdadeiro existe.



Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.



Em meados dos anos 50, em uma cidadezinha pequena, em algum lugar do Brasil, onde os detalhes não importavam e as pequenas coisas prevalecem sempre. Encontrava-se Antônio, mais um trabalhador árduo, desde jovem sempre trabalhou na roça, em condições humildes.
Ele nunca se importou com as coisas de maior valor, assim como muitos que vem de cidade pequena. A família nunca se importou com ele.
Não sabia ao certo o que significava família, nem de longe.
E Judith, uma jovem da cidade, que assim como Antônio, trabalhava desde cedo. E que vivia por conta própria.
Todos nós estamos cansados de ouvir essas histórias de nossos pais ou avós. De como antigamente trabalhavam desde pequenos e tinham que ter independência.
Não era diferente com eles.
E inevitavelmente, eles se conheceram.
Antônio encontrou a parte que lhe faltava em Judith. E Judith encontrou a paz que lhe faltava em Antônio.
Essas coisas de sempre. Vem à amizade, a paixão e o amor. Ambos não sabiam o que era ter alguém ao seu lado, não sabiam o que era ter alguém para contar, para conversar, para cuidar. E foi exatamente por isso que eles se deram tão bem.
Trabalhavam cada vez mais, e também se apaixonavam cada vez mais.
Antônio fazia questão de todos os dias, levar uma rosa que roubava de um dos vizinhos da região para ela. Era algo errado, pelos motivos certos.
Em certo dia, ele comprou um radio, e eles passavam as noites ouvindo musicas do Elvis Presley, cantando e dançando.
Judith nunca se importou que ele não soubesse dançar. E Antônio nunca se importou que ela não soubesse cantar. Mas eram as noites mais felizes e bonitas de ambos. Em uma dessas noites, Antônio havia esperado Judith, como fazia todos os dias, e lhe disse que tinha uma surpresa.
Levou até um dos lagos da cidade, entregou a rosa do dia, mas com uma diferença, um bilhetinho pequeno, escrito com a sua letra, um garrancho, melhor dizendo. E nele estava escrito “ Sei que não sou um cara charmoso, rico ou maravilhoso, mas deixa eu te mostrar que posso te fazer feliz? Eu não vou precisar de nada disso para fazer isso. Foge comigo e vamos construir a nossa família? Deixa eu te cuidar? Se você quiser, se meu amor bastar.”
Judith, sem palavras, olha fixamente para frente, quando vê Antônio dizer.
- Aceita casar comigo?  
Ela, quase que imediatamente, responde.
- Eu aceito.
Algumas semanas depois, estavam os dois, juntando suas malas, e o pouco de dinheiro que tinham, foram embora para a cidade grande.
Eles mal sabiam por onde começar. Foram para a igreja, e mesmo que sem familiares, trataram de logo casar.
Assim que o padre terminou a pequena cerimônia, ele chegou à parte. 
- Judith, você aceita Antônio em casamento, prometendo amá-lo, respeitá-lo e ser fiel, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias de sua vida, até que a morte os separe?
- Eu aceito.
Repetiu o processo com Antônio, terminando com ele respondendo.
- Eu aceito.
E o padre terminou dizendo.
- Eu vos declaro, marido e mulher, pode beijar a noiva.
Antônio beija Judith intensamente, ela olha para ele e diz.  
- Até que a morte nos separe Antônio. Eu te amo.
E Antônio, sem pensar duas vezes, diz.  
- Até que a morte nos separe Judith. Eu também te amo.
Aos poucos, eles foram se acertando, passaram por grandes dificuldades, é verdade. Mas o amor forte e intenso que sentiam um pelo o outro, parecia superar qualquer barreira e dificuldade que fosse. Logo Antônio conseguiu um bom emprego, trabalhando em uma fábrica famosa de carros, e em pouco tempo, já estava comprando um terreno e construindo a casa que tanto sonhara ter com Judith.
Assim que terminaram a construção da casa, vinha o primeiro bebê. Eles nunca tinham ficado tão felizes.
Ele cuidava melhor do que nunca de Judith e do bebê, comprava tudo que ela tivesse vontade, e se dedicava cada vez mais no trabalho. Com o nascimento e a alegria que o bebê trouxe, eles olharam para si mesmos, e descobriram, finalmente, o que era realmente uma família.
Um encontrou no outro a resposta para o que ambos haviam buscado. Família era ter os seus sonhos, medos, desesperos e dificuldades compartilhados e acima de tudo, ter um ao outro. Mesmo que tudo lhes faltassem, o importante eram eles se completarem.
Dois anos depois, o segundo filho chegou. E dois anos mais tarde, o terceiro.
Eles eram uma família humilde, porém de um caráter admirável. Criaram os filhos de uma forma justa e correta. Embora tivessem passado por coisas difíceis, os filhos cresciam felizes e sempre sorrindo.
Cada filho foi crescendo, se tornando homem ou mulher, e aos poucos, foram atrás de fazer o próprio futuro.
Antônio e Judith haviam criados filhos maravilhosos e se orgulhavam todos os dias por isso. Eles também, de certa forma, criaram os netos que viriam a seguir.
Porque muitos passavam mais tempo na casa dos avós do que em suas próprias casas. O que era natural, vendo que os dois tinham jeito para isso.
Antônio sempre soube que Judith era o amor de sua vida e era algo encantador de se ver. Mas assim como o tempo passa, a velhice chega.
E é claro, com ela vêm os problemas de saúde. Judith sentiu isso na pele. Vítima de um AVC, mais conhecido como derrame, que normalmente, deixa sequelas em quem as têm.
E não foi diferente com Judith, que havia perdido os movimentos do braço direito e da perna direita. Ela, que sempre ousou de cuidar de sua casa sozinha, lavar as roupas, fazer comida, uma mulher incrivelmente independente. Agora, se via tendo que depender de outras pessoas para arrumar a casa, cozinhar e lavar roupa. Até para andar precisava de ajuda.
Antônio sofreu junto com ela, cada dificuldade e problema que ela passava. Ele chorou junto, cada lágrima que ela derramava. Ele esteve com ela todo o tempo.
Levando-a para a fisioterapia, todas as tardes, mesmo que estivesse cansado para muitas coisas, ele sempre estava disposto para ela no momento em que necessitasse.
E aos poucos, ela foi melhorando, e quem pensa que ela desistiu de cuidar de seus afazeres?
Pouco a pouco, ela foi voltando às rotinas de sua casa, da sua maneira, mas ela limpava, cozinhava e lavava. Usando apenas um dos braços e uma das pernas.
Com alguma ajuda de vez em quando e para algumas coisas. Ela era um exemplo. Que mesmo depois de passar por tempos difíceis, ainda assim, lutava para não perder a capacidade de ser independente, para não se sentir inútil.
E com certeza, isso ela não era, nunca foi. E assim foram nos últimos dez anos.
Antônio levava Judith para a fisioterapia, para o médico ou simplesmente media sua pressão. Ele estava lá. Pronto para socorrer a qualquer momento. E nunca deixaram de estar juntos, nunca deixaram de se amar e se respeitar. Até que um certo dia ela foi hospitalizada, mais uma vez, com um segundo derrame.
E o estado dela foi se tornando cada vez mais grave. Antônio tornou a levar uma rosa para Judith todos os dias em que passara no hospital, assim como fazia quando roubava uma rosa do vizinho, mas dessa vez, ele apenas fazia algo certo por motivos mais certos ainda.
Aos poucos a situação de Judith foi piorando, e em uma das noites em que estava no hospital com Antônio, ela disse que não aguentava mais, mas tinha medo de deixar ele sozinho, porque ela sempre havia se preocupado mais com ele do que consigo mesma. Antônio disse para que não se preocupasse, mas sim, que se fosse chegado a hora dela, apenas vá em paz.
Ele mesmo, não aguentava mais ver a esposa sofrer todos os dias. Ela olhou para ele, apesar do olhar enrugado e mais velho, ainda assim, o mesmo olhar apaixonado de quando se conheceram e disse.
- Eu te amo Antônio, sempre amei e sempre vou amar.
Ele segurou em suas mãos, beijou a sua testa e disse.
- Eu te amo Judith, sempre amei e sempre vou amar. Para todo o sempre.
Minutos depois ela sorriu, e adormeceu. No dia seguinte, chegava à notícia que Judith havia falecido. Junto vinha o velório e o sepultamento.
E enquanto Judith era enterrada, Antônio se aproximou do caixão e disse alto, acreditando que de alguma forma, ela o escutaria.
- Você foi a melhor companheira que eu poderia ter, durante mais de cinquenta anos. Você foi tudo para mim e sempre vai ser. Uma parte de mim está indo embora com você, a melhor parte. Nada do que eu tenha feito por ti, foi o bastante. Eu te amo, Judith. Naquela mesma noite, Antônio estava em sua varanda, em meio a um céu estrelado. Ele se lembrou da frase do dia de seu casamento. “ Até que a morte nos separe.”
E ela havia separado. Pelo menos durante a vida, pelo menos por algum tempo. Mas a mesma morte que um dia os separou, seria quem um dia os faria se reencontrar.
O amor momentâneo viverá por certo tempo, mas o amor verdadeiro viverá para sempre.
Ele tinha certeza que ainda não era o fim.
E quase sem pensar, olhou para o céu, com os olhos cheios de lágrimas, e disse.
- Até que a morte nos reencontre, meu amor.


Dedico para você meu amor esta historia.
Eu te amo e te amare ate que a morte me leve.
WCR & MERN




A um certo ditado que diz que o amor é cego.
É justamente o contrário. Quando você ama de verdade, é capaz de ver coisas que ninguém consegue. Falam que você não consegue enxergar os defeitos, pura mentira também!
Você vê, estão todos lá.
Mas vê também algo que só você pode, como lidar com eles e contorná-los.
Então, o amor não é cego, ele é a maior lente de aumento que já inventaram.




O melhor de tudo é saber que pertencemos um ao outro. Não importa em que circunstâncias nós nos encontramos, nossos corações sabem exatamente onde querem estar e, principalmente, quem querem amar.

E que nossa felicidade não dependa dos outros, do que acham ou pensam, o nosso amor depende de nós, do respeito do cuidado de e pequenos gesto do quais só a gente sabe o quanto representa. Obrigada pro existir e ter cruzado meu caminho. *-* 



Sobre alto estima e não se abalar com os problemas do cotidiano.




Esse não é mais um daqueles meus textos de auto-ajuda, mas se de alguma forma te ajudar, tudo bem.
Olha... eu tenho visto muitas coisas por aí.
Parece que a cada dia que passa as pessoas ficam mais infelizes. É claro que todo mundo quer ter tudo.
Mas você sabe que isso é impossível. Alguma coisa sempre vai faltar, essa é a graça da vida e a grande questão do ser humano.
E seria tão mais fácil se a gente aceitasse isso sem questionar, não é mesmo?
Mas questionamos todos os dias, as horas, os segundos.
Entramos em um labirinto atrás de respostas. Eu sempre tive a cabeça e os pés nas nuvens.
Eu era um otimista nato.
Achava que tudo ia se resolver, que as coisas iam dar certo. Depois, vivi um período que chamo de aprendizado. Nele, passei noites em claro em busca de soluções, saídas e atalhos. Revirava na cama pensando nos problemas. E não resolvia nada.
Além disso, ganhava de brinde olheiras, uma cara amassa e um humor instável pela noite mal dormida.
Custou muito até que eu encontrasse o meu equilíbrio. Foi muito trabalho árduo, muita leitura, muita vivência, passos solitários pelas ruas pelo parque.
Hoje eu consigo dar bola para o que realmente importa. É claro que de vez em quando tenho algumas recaídas, mas aí puxo a minha orelha e digo: - Para. Chega. Sei que o sofrimento faz parte da vida, mas não quero sofrer mais. Não mereço. E acho que você também não merece.
Pra você pode parecer bobo ou clichê, e talvez eu seja mesmo bobo e clichê, mas sempre acreditei que o nosso pensamento coordena nossa vida. Se eu deixar, meu pensamento me domina e me dá tarefas diárias e cansativas. Mas meu pensamento não me manda não me governa, não é meu chefe e não paga minhas contas.
A gente tem que ter autocontrole.
Não gosto de ficar me queixando, deixar uma energia negativa circular a minha volta, sentir o azedume na boca, ficar com uma ideia fixa na cabeça. É por isso que minhas lamentações e reclamações duram no máximo 24h hoje em dia.
Não me permito mais do que isso.
Sou humano, é lógico que sim! É claro que fico puto, perco a paciência, perco a fé, perco a vontade, perco o saco, perco o rumo, perco a esperança.
Por 24h.
Depois eu chamo essas coisas de volta. Porque a gente tem que acreditar. Tem que saber enxergar as coisas na vida.
Sempre tem uma saída. Sempre. Sempre existe um novo olhar, um novo caminho, uma nova maneira.
Uma vez, escutei uma coisa que nunca mais esqueci: - Se o que você está fazendo não está dando resultado, talvez o problema não seja atingir a forma certa, e sim refazer as coisas. Fazer de novo, de um novo jeito. Se o seu jeito não está funcionando, troque de jeito até acertar.
Ah, é fácil falar. Claro que é.
Mas não é tão difícil assim fazer. Sabe por quê?
Existem coisas que dependem única e exclusivamente de você. Essas você pode se mover, batalhar, ir atrás.
Só que existem tantas outras que dependem de outras pessoas e outros fatores. Daí você vai esquentar a cabeça com isso?
Não, por favor. Isso é um crime. Problema todo mundo tem. Mas ele é que nem planta, se a gente rega ele cresce e se espalha por toda a vida.
Todo mundo tem problemas, em maior ou menor grau. E não pense que minha vida é azul como céu, e toda boa porque não é.
Estou cheio de problemas, cheio mesmo. É que nem todo mundo sabe, eu não conto. Hoje em dia sou mais contido, guardo as coisas pra mim, não saio falando dos meus problemas e das minhas neuroses para ninguém, nem para meus pais.
Eu não pago um terapeuta pra isso. Mas nunca estive com tantos problemas, pode apostar. Só que eu faço as coisas que posso. O que depende de mim.
O resto eu deixo a vida resolver. Se eu puder, dou uma mãozinha. Se eu não conseguir, paciência.
Não faço cara feia pra vida porque não quero que ela faça cara feia pra mim.
Nada vale a minha paz e o meu desânimo.

Feito em 12 de Janeiro de 2013.




Eu sou o caderno velho com páginas brancas. Sou as fotos velhas, de sonhos finalizados, guardadas no fundo da gaveta.
Sou os rascunhos no fundo da lixeira. Sou a risada que voa ao vento.
Eu sou o “Eu te amo” incompleto. Aquele SMS abreviado.
Sou a carta, escrita, sem motivo descrito. As palavras que o tempo sufocou no ar.
A brecha na lei. Sou o pássaro sem asas que caiu ao abismo. Sou todo o resto morto ou vivo que sobrou de mim. Aquele que vivia em mim que o tempo deteriorou.
Morreu, putrefou-se, se decompôs.
Foi-se, por motivo natural, surreal, destino, acaso, mágoa, receio, abstinência, alegria, fuga.
Só sei que foi.
E o que sobrou. A secura. O vazio mais seco que as folhas de papiro.
O que sobraram foram as histórias impregnadas na secura.
Histórias de noites e dias. Sóis e luas. Estrelas e nuvens.
O silêncio ecoa em mim, como aplausos falsos. O barulho mais alto é o sangue fluido. Mas nem no mesmo há energia. Já em minha mente, a única coisa que ocupa meu cérebro é o simples aprendizado que restou dos livros que eu engolia tão desesperadamente em busca de conforto.
Mas isso já mudou.
Os livros já não podem salientar o que eu tentava esconder.
Olhar para o céu estrelado já não ilumina meus olhos. Escrever já não desabafa.
Dormir já não evita visões que eu busco tão desesperadamente para parar de ver.
Já não faz três semanas desde o inicio do ano, e já perdi totais esperanças de realizar qualquer expectativa ou desejos para fazer esse ano valer a pena.
Coração cravejado pelo vento.
O vento carrega sons. Uivos, sussurros, ar.
Carrega notas musicais, musicas pensantes.
O vento que sopra dentro de mim, desde meus ouvidos ao meu corpo, são magníficos. Ventos que me fazem pensar. Cássia Eller, Renato Russo, Engenheiros do Hawaii, Marisa Monte, Caetano Veloso, Cazuza, Titãs e Los Hermanos. Os mesmos me confortam com palavras indiretas.
Meu peito compartilha um pequeno espaço entre músicas e palavras. Palavras cantadas ou lidas.
Mesmo o vazio ocupando o inteiro, são as Palavras ditas, lidas ou cantadas que alimentam esse vazio.
Quando o vazio começou a crescer mergulhei num drama melancólico que eu exalava constantemente. Melancolia narrada por Caio Fernando de Abreu, Gabito Nunes, Vinicius de Moraes, Paulo Coelho, Clarisse Lispector, Tati Bernardi, Carlos Drummond de Andrade.
As pessoas leem ou ouvem músicas por puro prazer. Ou pelo simples fato de se encontrarem em algo narrado ou que possa ser ouvido.
Eu sempre fui de apreciar o interior das pessoas. Colocando em prática aquela famosa frase de nunca julgar o livro pela capa.
Evitando olhar diretamente o corpo que recobre os órgãos, e tentando olhar mais profundamente para o interior das pessoas.
Mas isso não pode mais ser usado. Sempre tive como regra, para mim, só qualificar coisas que sou, o melhor.
O problema é que agora não sou nada.
Sou a qualidade literária brasileira esquecida com o tempo. Sou todo o resto que sobrou das frases.
Queria poder sofrer o efeito da chuva. Pois a chuva lava o corpo e umedece o ar. Mas a alma não sofre o efeito dessa deliciosa água gelada.
A alma tremula pelo ar gélido sufoca meu peito. Sinto-me como uma pedra com musgos.
Sinto como se andasse pelas pedras úmidas do caminho.
Pergunto-me de onde nasci. Da consciência ranzinza? Ou do subconsciente estúpido? Nasceu a morte velha.
E sobrou a morte nova.
Sobrou. Sobrou?
Sobrou ou só se manteve o que tinha?
O pouco.
O cheio vazio. O vazio que engoliu minha paz e venceu minha guerra.
Mesmo ele nunca tendo feito parte dela.
O vazio da caneca de café. O vazio com rastros de sangue branco.
O escorrer das páginas.


Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Curiosidades..

Minha foto
"Eu acho legal o pessoal acessar o blog e não deixar um recadinho… É massa, é a mesma coisa que você cagar e não puxar a descarga… Porque querendo ou não você usou aquilo, pode ser num momento de merda, mas usou certo? Não custa deixar um recadinho falando… legal…"

Seguidores

Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.