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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Feito em 12 de Janeiro de 2013.




Eu sou o caderno velho com páginas brancas. Sou as fotos velhas, de sonhos finalizados, guardadas no fundo da gaveta.
Sou os rascunhos no fundo da lixeira. Sou a risada que voa ao vento.
Eu sou o “Eu te amo” incompleto. Aquele SMS abreviado.
Sou a carta, escrita, sem motivo descrito. As palavras que o tempo sufocou no ar.
A brecha na lei. Sou o pássaro sem asas que caiu ao abismo. Sou todo o resto morto ou vivo que sobrou de mim. Aquele que vivia em mim que o tempo deteriorou.
Morreu, putrefou-se, se decompôs.
Foi-se, por motivo natural, surreal, destino, acaso, mágoa, receio, abstinência, alegria, fuga.
Só sei que foi.
E o que sobrou. A secura. O vazio mais seco que as folhas de papiro.
O que sobraram foram as histórias impregnadas na secura.
Histórias de noites e dias. Sóis e luas. Estrelas e nuvens.
O silêncio ecoa em mim, como aplausos falsos. O barulho mais alto é o sangue fluido. Mas nem no mesmo há energia. Já em minha mente, a única coisa que ocupa meu cérebro é o simples aprendizado que restou dos livros que eu engolia tão desesperadamente em busca de conforto.
Mas isso já mudou.
Os livros já não podem salientar o que eu tentava esconder.
Olhar para o céu estrelado já não ilumina meus olhos. Escrever já não desabafa.
Dormir já não evita visões que eu busco tão desesperadamente para parar de ver.
Já não faz três semanas desde o inicio do ano, e já perdi totais esperanças de realizar qualquer expectativa ou desejos para fazer esse ano valer a pena.
Coração cravejado pelo vento.
O vento carrega sons. Uivos, sussurros, ar.
Carrega notas musicais, musicas pensantes.
O vento que sopra dentro de mim, desde meus ouvidos ao meu corpo, são magníficos. Ventos que me fazem pensar. Cássia Eller, Renato Russo, Engenheiros do Hawaii, Marisa Monte, Caetano Veloso, Cazuza, Titãs e Los Hermanos. Os mesmos me confortam com palavras indiretas.
Meu peito compartilha um pequeno espaço entre músicas e palavras. Palavras cantadas ou lidas.
Mesmo o vazio ocupando o inteiro, são as Palavras ditas, lidas ou cantadas que alimentam esse vazio.
Quando o vazio começou a crescer mergulhei num drama melancólico que eu exalava constantemente. Melancolia narrada por Caio Fernando de Abreu, Gabito Nunes, Vinicius de Moraes, Paulo Coelho, Clarisse Lispector, Tati Bernardi, Carlos Drummond de Andrade.
As pessoas leem ou ouvem músicas por puro prazer. Ou pelo simples fato de se encontrarem em algo narrado ou que possa ser ouvido.
Eu sempre fui de apreciar o interior das pessoas. Colocando em prática aquela famosa frase de nunca julgar o livro pela capa.
Evitando olhar diretamente o corpo que recobre os órgãos, e tentando olhar mais profundamente para o interior das pessoas.
Mas isso não pode mais ser usado. Sempre tive como regra, para mim, só qualificar coisas que sou, o melhor.
O problema é que agora não sou nada.
Sou a qualidade literária brasileira esquecida com o tempo. Sou todo o resto que sobrou das frases.
Queria poder sofrer o efeito da chuva. Pois a chuva lava o corpo e umedece o ar. Mas a alma não sofre o efeito dessa deliciosa água gelada.
A alma tremula pelo ar gélido sufoca meu peito. Sinto-me como uma pedra com musgos.
Sinto como se andasse pelas pedras úmidas do caminho.
Pergunto-me de onde nasci. Da consciência ranzinza? Ou do subconsciente estúpido? Nasceu a morte velha.
E sobrou a morte nova.
Sobrou. Sobrou?
Sobrou ou só se manteve o que tinha?
O pouco.
O cheio vazio. O vazio que engoliu minha paz e venceu minha guerra.
Mesmo ele nunca tendo feito parte dela.
O vazio da caneca de café. O vazio com rastros de sangue branco.
O escorrer das páginas.

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Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
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