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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Sobre sangue, ilha de medo e sobre o medo!



Sábado. Tristeza. Solidão. Tudo isso fez nascer este texto.



O inferno não tem cheiro de enxofre.
O céu já me mostrou demônios.
Perdões e pecados, juntos, como espírito e carne, caminhando lado a lado na trilha do meu purgatório onde os gritos de tormenta são teus sussurros que me gritam incertezas e talvez.
O paraíso como ilha deserta, tranquila, sem coral e sem perdição. O avesso é o lado de cá, inflamável e masoquista.
A paz também enlouquece os solitários, mesmo aqueles que já venceram a guerra das bocas e erguem a bandeira branca manchada de sangue e vitória como papel e lápis. A companhia das letras é veneno bom para tomar aos poucos.
Aos bocados, ela seca e desentope as artérias do que deve explodir dentro da gente.
Não sei e nem quero ir para o céu todos os dias, porque sou feito de metades.
A linha que separa os meus desejos é o medo que se alimenta das pedras de todas as fortalezas que construí na vida. Medo que me impede de ser salvo e morar na ilha, medo que impede que tais paredes me isolem das tragédias e do inferno que preciso para sobreviver.
O sofrimento que respiro é o oxigênio filtrado. Sem ele a poeira invadiria meus pensamentos e a pureza do meu pulmão ilhado seria expelida como um espirro.
É esse inferno que eu preciso.
Esse olho vazado, esses pés rachados, esse coração crescido.
O lixo, a doença, a operação tão arriscada que nenhum cirurgião conseguiria realizar, esse tumor que inflama no meu cérebro ferido.
Os ossos espalhados pelo chão, a dor, a alma despejada aos pedaços como corpo leproso, as vísceras virando comida de abutres cegos, os apedrejamentos em praça pública, os rios de melancolia que escorrem mau cheirosos pelos córregos e esgotos a céu aberto são apenas os meus dias ruins.
Meus dramas e meu inferno.
Ai do Demônio se eu não tivesse sede de ser feliz.
Ai dos anjos se eu fosse o Deus do meu corpo.
Ai do mundo se eu não tivesse medo, ai de mim se a vida não me perdoasse.
Eu só não me arrependo de morar no purgatório porque o teu amor também tem mania de ficar em cima do muro.

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Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

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