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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Sobre a desistência de um suicida.



Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.

É muito mais do que mistério. É a impossibilidade acontecendo bem diante de olhos incrédulos e bestificados.
O inimaginável, a maldição sem explicação.
É como o vento que ninguém vê, mas sabemos que está ali.
Não é questão de crença ou credo. É questão de estar simplesmente ali, vivo, injustificável, mas real.
Estamos respirando algo, mas não vemos o que. Confiamos que aquilo é bom, mas não sabemos porque. Nos mantêm vivos, sem ter pra que.
Acreditamos naquelas migalhas de verdade, naquilo que chamamos de ‘’ É porque é, e cale a boca.’’  
Eu não consigo e nem posso não acreditar. Mas eu gostaria. Eu gostaria de dizer que isso tudo não passa de ilusão, um truque de mágica barato. Mas o ilusionista morre e a charada atravessa gerações.
Onde está o segredo, o coelho entrando na cartola previamente furada, o homem na platéia escolhido aleatoriamente que já sabia e decorou tudo o que precisava fazer?
Eu queria que alguém arrancasse o meu coração doente de seu refúgio e dissesse que toda essa dor é uma mentira como o bicho-papão.
Há tempos eu consigo dormir no escuro, mas por poucos anos eu sempre olhava o que estava debaixo da cama. A mentira era real, o medo estava dormindo comigo.
O que se passa, então, poderia ser uma segunda infância.
Uma mentira que se repete.
Uma mentira bonita que atravessou décadas, milênios e parou em mim, crescido, forte o bastante para não temer aquilo que só existe numa imaginação fértil e fétida.
Eu queria ser maior que tudo isso. Comprovar cientificamente que o que bate em meu peito me mantém vivo e só.
Como o ar, que eu também não vejo, mas sinto. E não consigo. Não consigo balbuciar uma só palavra sem que o peso da realidade me ponha encolhido debaixo do cobertor, temendo um monstro vazio, algo irreal que dói e latina, que arranca e apodrece todas as raízes dentro de mim que mantive em cativeiro, em segredo.
Como algo pode continuar doendo, se não existe?
Ou melhor, se nunca existiu.
Nada pode criar vida sem que algo ou alguém o tenha criado. Ninguém nunca me disse que o bicho papão teve mãe. Ninguém nunca me disse que Papai Noel já foi um feto. Parece que a mentira já veio de barba feita.
É assim que eu sinto.
As colunas invisíveis são ainda piores e mais maciças do que qualquer espécie de concreto, porque elas nunca são derrubadas.
Esse sofrimento todo é como as larvas que surgem dentro de um pote de macarrão fechado, como fungos que povoam os pães trancados, completamente trancados, dentro da geladeira.
Por que dói?
Eu só sei que dói.
Até que se prove o contrário, que se veja o ar, que a máscara caia, o que me mantém vivo, continuará doendo como a tristeza que me dói.
E talvez seja isso mesmo e eu só não queira admitir. Se eu parar de mentir, se eu disser que não está tudo bem, eu morro.
Como morreria se parasse de respirar.
Respirar aquilo que eu não vejo, não ouço, mas sinto.
O coração dolorido e machucado é a resposta que eu não quero ver.
Eu só estou vivo porque a tristeza me permite viver.

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Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Curiosidades..

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