Você é o curioso...

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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

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Ninguém se importa!




Quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral dirá de mim:
- Nunca fez mal…
Quem, bêbedo, chorará em voz alta de não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas no meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas capazes de empalidecer mármores?
Quem, oculta em véus escuros se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto sorrirá:
- Rei morto, rei posto…
Quantas, debruçadas sobre o báratro (< abismo)?
Quem, louco, se jogará de bruços a soluçar tantos soluços?
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos, o sangue a pulsar nas cicatrizes dirão:
- Foi um doido amigo…
Quem, criança, olhando a terra ao ver movimentar-se um verme?
Quem cravará no peito duro uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil há de orar:
- Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo pensará:
- Não há de ser nada…
Quem será a estranha figura a um tronco de árvore encostada com um olhar frio e um ar de dúvida? 
Quem se abraçará comigo que terá de ser arrancado?




Eu te amo tanto ainda.
Eu sei, eu sei. Não tenho mais direito à nada. Posso somente sentir e guardar para mim. Não posso reclamar que têm coisas que me doem, não posso mostrar que tenho ciúme, não posso me comportar como namorado, não posso mais tantas coisas, tantas coisas importante quando a gente ama alguém!
Ok. Eu sei.
Também nem devia escrever sobre isso. Devia deixar aqui dentro de mim, me doendo, me remoendo, me fazendo chorar. É muito difícil, muito mesmo perder alguém assim. Alguém que a gente quer tanto, que quer tanto bem, que ama tanto! É difícil ver quem a gente ama andando com outras pessoas.
É difícil demais.
Já nem sei mais o que to escrevendo aqui ou querendo dizer, acho que eu só queria, desabafar. Desculpa.

Posso fazer um pedido? Nos finais de tardes bonitos, lembra de mim.

Agora é assim!




Você quer saber como é funciona a porra da saudade?
Tão ta vou te contar.

A porra da saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. Lembrança é quando mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento. Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa. Certeza é quando a ideia cansa de procurar e pára. Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista. Vergonha é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora. Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a linguagem que o coração usa quando precisa mandar algum recado. Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de si mesmo e se empresta para os outros. Culpa é quando você cisma que podia ser diferente, mas, geralmente, não podia. Lucidez é uma crise de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Vontade é um desejo que pensa que você é a casa dele. Paixão é quando apesar da palavra “perigo”, o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.

Tudo isso junto é a saudade! 




Vou inventar avós que nunca morrem… e cachorros também. 
Eu vou inventar uma verdade sem problemas e um caminho doce pra poder voltar e catar todos os caramelos que tiraram de mim. 
E mesmo que tudo dê errado, mesmo assim, não tem problema. 
Eu deito no telhado de uma casa qualquer, olho pro céu e invento uma nuvem que chove sorrisos, 
bem em cima de mim ou de você…

=/





Eu deveria ir atrás. 
Ligar, tocar a campainha, gritar e bater palmas em frente a sua casa. 
Chamar por você até você aparecer e me calar a boca com a mão. Ou um beijo. 
Eu deveria deixar de lado esse orgulho. 
Eu deveria ir aí, dizer tudo o que há para ser dito e, se você permanecer em seu silêncio, ir embora. 
Mas ir embora sabendo que tentei e que não desisti da minha felicidade, foi ela quem fugiu de mim.



E continuo. 
Apesar da saudade. 
Apesar de me sentir pela metade. 
Continuo porque é o que resta. 
Aprendi que se a gente não levar a vida, 
ela nos leva de qualquer jeito.





Quebrei o dedo  =/ 

Coldplay - Yellow



O choro do tempo!




Ando pensando
em andar me perdendo
Me achar em algum canto,
em alguma parte do tempo
vivo sem estar vivendo.

Acho que um dia sera assim. Não é?




TRINN... TRINN... TRINN...
- Alo.
...
TRINN... TRINN... TRINN...
- Alo.
...
TRINN... TRINN...
TRINN...

- Alo.
- Alo.
- Oi.
- Oi...!
- Quanto tempo?
- Verdade. Eu não sabia se devia ligar. Você sumiu!
- Tentei falar com você antes, mas, você estava sempre ocupado.
- Verdade? Não lembro!
- Verdade.
- Lembrei de você hoje, e te liguei. Alguma novidade?
- Não muitas.
- Quais então!
- Humm... A mais ou menos uma semana conheci outra pessoa.
- Serio?
- Sim, achei que não tínhamos mais nada. Ai apareceu esse novo alguém.
- Humm. Sei como é, pois então ta... Acho que vou desligar. Liguei só para atrapalhar.
- Ta tudo bem.
- Boa noite.
- Boa.
......

TRINN... TRINN... TRINN...
- Alo.
- Oi sou eu novamente.
- Fala.
- Posso te perguntar uma coisa? Você se restringe a responder apenas sim ou não?
- Ta certo, fala.
- Você ainda lembrava de mim?
- Achei que você não queria mais nada comigo.
- Pedi apenas sim ou não.
- Não.
- Ta certo... Boa ...noite... então.
- Boa noite...

TUM TUM TUM TUM



Saudades!

Quero. Não quero.





Quero, não sei se quero com todas as forças, porem, quero.

Quero, não sei se por precisão ,ou por apenas birra, porem, quero.
Quero, não sei se quero por querer, ou se só por não poder ,porem, quero



Não quero, não sei se por duvida de tanto querer, deixei de querer.
Não quero, não sei se por ser tão difícil querer , parei de querer.
Não quero, por medo de perder o que eu tanto quero, não quero mais.



Foco, força e fé!




Uma parte do discurso de Colação de Grau!


Quando nós fomos criança, eu acredito que uma boa parte de nós já ouviram aquele velho e ''bom'' conselho:
"Estude garoto, para que um dia você possa ser alguém na vida!".
Mas se nós observarmos, é um conselho meio equivocado, porque "alguém" todos nós já somos. Devemos estudar para adquirirmos mais conhecimento, e consequentemente, para aprendermos a ir em busca dos nossos ideais.

À medida que nós especificamos o que queremos para as nossas vidas, as chances de conquistarmos as nossas aspirações serão muito maiores, e isso é cientificamente comprovado.

No momento que conseguimos enxergar com mais clareza o nosso lugar no mundo, nos tornamos pessoas mais inspiradas, interessadas e envolvidas. É como dizem: ‘’Grandes avanços raramente acontecem por acaso, eles acontecem graças a um planejamento. O seu planejamento.’’

Ao focarmos as nossas forças e energias para o nosso objetivo, as chances de conquistarmos as nossas metas se tornam maiores, pois a partir do momento que estabelecemos um compromisso conosco, estamos formando canais invisíveis que nos guiam em direção aos resultados desejados.

A todo momento o mundo está mudando, nós estamos mudando, de modo visível ou invisível. Tudo o que nós fazemos marca, não só a nossa vida, mas também a vida das pessoas que nos cercam. Por isso, devemos prestar atenção nas nossas atitudes, pois algumas com o tempo podem se tornar doces ou amargas recordações, então façamos desta conquista uma recordação doce! 


Tempo de uma vida!




Hoje era seu aniversário de 85 anos, e ele havia tido uma idéia.
Havia prometido que quando tivesse 85 anos, o que parecia ser muito tempo quando ele era jovem, iria escrever um livro e o titulo seria: Como ser feliz.
Era formado em Psicologia, Jornalismo, Filosofia, Sociologia, Geografia, Historia, Direito e Medicina. Falava inglês, francês, alemão e um pouco de chinês.
Havia estudado muito, pois sua meta de vida era fazer esse livro quando tivesse 85 anos.

Sentou-se, olhou para as folhas, ainda em branco, pensou no 1ª capítulo.
Pensou, pensou.
Já sabia como começar o livro, iria falar sobre como fazer boas amizades. Recordou-se dos amigos e dos que já haviam passado pela a vida, lembrou-se de como era mais fácil acreditar nas pessoas quando era jovem, porém com o tempo foi perdendo isso, viu que já havia tido vários grandes amigos e muitos deles o decepcionaram. É não era fácil falar sobre amizade, muito menos criar uma fórmula mágica para ter bons amigos, então achou melhor mudar de assunto. Resolveu que iria começar escrevendo sobre como ter um grande amor. Foi aí que se lembrou que o maior amor da vida dele havia morrido antes mesmo dele criar coragem de falar sobre o amor que sentia. Achou melhor mudar de assunto. Então ele iria começar o livro falando sobre como ser feliz no trabalho. Notou que ele também não era muito indicado a falar sobre isso, pois não conseguia ficar em uma mesma profissão por mais de 2 ou 3 anos, por isso, se formou várias vezes.
Talvez falar sobre como ter uma boa alimentação seria uma boa idéia para o começo do livro. Mas viu que como ele poderia falar sobre boa alimentação, se até mesmo os cientistas estavam sempre mudando de opinião sobre quais alimentos fazem bem ou mal para a saúde.

Estava em dúvida, pois já não tinha maiores idéias para começar o livro. Depois de um tempo pensando, resolveu falar sobre o melhor país para se morar. Com certeza ele iria indicar o Brasil, pois o clima é bom as pessoas são bonitas e amigáveis, porém lembrou-se das favelas e da desigualdade social, foi ai que acho melhor indicar a Inglaterra, pois lá sim era um país de primeiro mundo, e lá você tem uma boa educação e qualidade de vida, porém as pessoas são muito frias e o clima não é muito bom.

Parou e ficou olhando para aquelas folhas, que ainda estavam em branco, e se sentiu muito deprimido, pois ele sempre acreditou que quando se tem 85 nos, já se sabe de tudo e se pode escrever um livro.
Depois de várias horas de reflexão teve uma idéia, criou uma frase, fez uma montagem de imagens no computador e mandou para ser impresso em um jornal que trabalhou quando tinha lá os seus 35 anos. Após fazer isso foi dormir.

Acordou no outro dia olhou o jornal, e lá estava uma síntese de toda uma vida.




Nada sei sobre a vida ,e o pouco que eu sei não falarei para ninguém, pois eu levei 85 anos para aprender, e não iria tirar esse prazer das pessoas!

Andando, e observando a cidade.




É bom sair na rua no fim da tarde, quando o sol cansa de esquentar nossas cabeças e se esconde. Basta ter um pouco de atenção para notar os comportamentos de quem é capaz de se movimentar sem carro.
Tem aqueles que passam a avenida andando, que dá um sorriso pra um conhecido, que até cantarola. Tem aqueles que andam apressados sem ter pressa, olhando para trás ah  cada barulho estranho, tentando deixar passar quem insiste andar atrás sem saber que está incomodando o da frente. Tem aqueles que estão voltando do trabalho, conhece-se pela expressão cansada, a roupa amassada...

Tem aqueles que estão indo trabalhar. Estes, conhece-se pelo cabelo molhado, o passo apressado e carreira dada quando o ônibus tal se aproxima. Tem aqueles que estão indo comprar pão, encontram um amigo na rua, começam a conversar e acabam...acabam esquecendo o que ia fazer, não me lembro agora.

Tem aqueles senhores simpáticos de chapéu que vão andar e tomar sol para evitar reumatismo. Tem aqueles, os não preventivos, que andam na rua por costume, que vão na padaria conversar com o padeiro, porque não gosta de ver o pôr do sol pela televisão, nem de conversar com telefone, nem de fazer caminhada no corredor de casa.

Mas, melhor do andar sem compromisso é andar pelas ruas da Sociedade do Blog Alternativo!




Tem algumas coisas que escrevo que é assim, andando na rua e olhando o que acontece, olhando as pessoas, os carros, escutando os barulhos, as conversas, as risadas. Observando! 


Autopsicografia!




O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as dores que ele teve,
Mas só as que ele não têm.

Fernando Pessoa



O que fazer quando as lagrimas caem?

E a cada coisa que sai, a espiração vai diminuindo!




A melhor maneira de esquecer alguém é transformar este alguém, em literatura.
A melhor maneira de superar uma ausência é transformá-la em palavras, porque, convenhamos você prefere ser inspiração e não presença. 
Você teria de mim muito mais do que as palavras.
Teria a lealdade, o meu corpo, a minha alma.
A minha essência tão pouco descoberta.
Terias os beijos, toques e abraços.
Conversas, sonhos, companhia.
Teria o sorriso. Os cinco sentidos despertados.
Terias a mim.
Terias a minha voz nas palavras e não a sua.

Ao tempo que passa, aos anos que envelhecem, a memorias que ficam!






E, no entanto, de repente, do nada, surgem as saudades. As tais saudades que ainda te mantêm vivo.
Não sei onde esta, como esta, com quem esta. Não quero saber. Não quero me preocupar, com a sua vida cotidiana. Mas a marca que deixou em mim, em mim ainda está presente.
Talvez ouse dizer que essa marca não corresponde exatamente a sua pessoa, mas a imagem que eu fui construindo aqui dentro, com carinho, com amor.
Essa imagem jamais será apagada, diminuída, desprezada ou destruída.
Faz parte daquilo que sou ou que serei.
É como uma fotografia do passado que, sei bem, jamais voltará.



10 de julho de 2012
1.125 dias?
27.000 horas?




Acho que a Sociedade do Blog Alternativo anda mais ou menos assim!


( UMA BOSTA )




Snoopy: Então, Charlie Brown, o que é o amor pra você?
Charlie Brown: Em 1987, meu pai tinha um carro azul.
Snoopy: Mas como é que isso tem a ver com o amor?
Charlie Brown: Bem, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saia do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ele ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir. Acho que isso é o amor.

Ah hj é 10 de julho de 2012 poeminha para você!






Um amor mal resolvido!
O mundo perde a graça
Os pensamentos ficam soltos
O sorriso desaparece
As lágrimas escorrem pelo rosto
A tristeza pouco a pouco vai tomando conta
E a cada dia que passa
A pessoa vai morrendo de desgosto...
A saudade sempre se faz presente
Trazendo para perto quem está distante
Junto com um aperto no coração
Que não deixa a pessoa em paz um só instante...
O desejo de tudo dar certo
Somado com uma esperança judiada
É o que motiva a pessoa
A não desistir de seguir a sua jornada,
Porém nessa luta diária
Não dá para se obter um empate
Ou se ganha, ou se perde
E eu perdi!



Dia mais difícil do ano!

Johnny Cash - Spiritual



Esperança, e o poder das palavras!




Escreva. Seja uma carta, um diário, em um blog ou umas notas enquanto falar ao telefone, mas escreva. Procure desnudar a tua alma por escrito, ainda que ninguém leia, ou, o que é pior, que alguém acabe lendo o que não queria. 
O simples ato de escrever ajuda a organizar o pensamento e a ver com mais clareza o que nos rodeia. 
Um papel e uma caneta fazem milagres, curam dores, consolidam sonhos, levam e trazem a esperança perdida. 
As palavras têm poder.

Dialogo!



- Posso te fazer uma pergunta?
- Já está perguntando...
- Mas é outra, posso?
- Mais uma? O que quer saber?
- Me fala de ti?
- Você me conhece há tanto tempo.
- O tempo envelhece as pessoas, para que elas se descubram. Ele não conhece ninguém, e é muita gente...  Fale sobre você, qualquer coisa sobre você.
- Conheci um cachorro na praia, desenhei um cachorro e já criei um cachorro imaginário e todos se chamam Max. Não gosto de ter unhas grandes. Queria só usar pijama, mas sabe como é, né? Quando lembro, bebo água natural para garantir a saúde da voz. Adoro quando arroz é a coisa principal do prato. Gosto muito de arroz para ele ser apenas acompanhante, principal mente quando tem uma carne assada de acompanhante do arroz. Tenho vontade de fazer desenhos nas paredes da minha casa, mas isso iria "estragar" a pintura látex anti-sujo. Não uso relógio no braço direito para não sujá-lo na hora de apoiar o braço na cadeira pra escrever. Já consegui voltar para um sonho. E já sonhei com um leão querendo me pegar e uma baleia que nadava na beira da praia e falava. Já tive um periquito chamado Frajola que ficou viúvo (coitada da Sabrina, morreu depois de matar todos os seus filhotes e eles nem tinham asas ainda!). Queria ter nascido no século XVI, ser um nobre da corte de Versalhes. Era bom se tivesse um sotão na casa dos meus avós, para que eu pudesse guardar minhas invenções sem que ninguém julgasse como "coisa velha que tem que ir para o lixo", ler livros proibidos sem ser descoberto e chorar sossegado...
-I nice to meet you.
-Que foi?
-É um prazer te conhecer!
-Enlouqueceu?
-Chega de perguntas.

Ah este é sobre maçã.




A maçã não era o fruto proibido. Proibidos estavam os dois lá de comer a maçã.
Um ato definindo o duradouro adjetivo de uma coisa.
Meus pais sempre que voltam do supermercado, quase sempre, trazem um saco cheio de maçãs.
Minha mãe as coloca numa vasilha dentro da geladeira, já lavadas. A única proibição é a de comer maçã, ou qualquer fruta, antes de lavar com água. Depois disso, as maçãs estão totalmente liberadas.
Podem ser comidas ao acordar como parte natureba do café da manhã, antes do almoço para enganar a fome, depois do almoço como sobremesa, durante o lanche da tarde para não ficar de barriga vazia, na janta no meio da salada e de madrugada para não acordar com tanta fome. Enfim, maçãs podem fazer parte da sua vida. Basta plantar uma macieira ou, então, comprá-las.

Entre uma banana e uma maçã, prefiro a banana. Entre um kiwi e uma maça, prefiro o kiwi. Entre uvas e maçãs, prefiro as uvas. Não gosto muito de maçã, na maioria das vezes. Só em casos específicos. Hoje, foi um dia específico.
Com fome, abri a geladeira e encontrei três dentro de um pote. Escolhi a menos madura, peguei doce de leite, uma colher e me sentei. Todas as mordidas, até o final, eram acompanhadas de doce de leite. Não me deixo ser levado pela simples presença de maçãs. Só as como, quando sinto desejado por elas, quando fico ansioso por sentir seu gosto na minha boca. Quando isso não acontece, passam despercebidas pela minha fome.
Não são tão macias quanto mangas e ainda fazem barulho quando se mastiga para se comer sem motivo. Não importa o grau de simplicidade do motivo, o achar a cor de uma maçã bonita já é motivo para devorá-la!
Maçã não tem cara de suco, nem de sorvete, nem de mousse, nem de recheio de bolacha.
Maçã ou tem cara de maçã, ou de torta de maçã ou de maçã do amor, da amizade, do que seja, o importante é estar caramelisada.
Fim, então a Sociedade do Blog Alternativo vai começar a ter cara de maçã e ela nem gosta tanto delas.

Um texto sobre tartarugas e sobre estrelas!



Este texto eu escrevi quando estava fazendo minha Monografia de conclusão do curso de geografia. A monografia é sobre Sistemas de Coordenadas Geográficas Através dos Astros. Este texto expressa um pouco do que aprendi, durante minhas leituras sobre Astronomia. Ele levou um tempo para ficar pronto, mais ficou muito legal!

Partindo do princípio que as coisas não se subordinam a um princípio absoluto, é de se concluir que as coisas são relativas.
Einstein formulou uma teoria a qual dizia que o princípio de toda medição do espaço e do tempo é subjetiva. Uma coisa grande só é grande mesmo se observamos as condições o qual está inserido. E os tamanhos dos objetos que estão próximos? 


Um livro de 732 páginas é pequeno quando soma-se todas as páginas de uma biblioteca e faz-se um só livro. Uma comida apimentada é menos apimentada que uma salada de pimentas. Quando se está com muito sono e só se pode dormir por alguns minutos, esses alguns minutos são maiores que uma manhã de feriado. Um copo d'água é pequeno quando colocado ao lado de um garrafão de 20 litros. Mas um copo d'água é muito quando se está com muita sede, e nem precisa estar no deserto. O alívio que se sente quando se escova os dentes após uma semana é muito maior do que o alívio que se sente quando se escova os dentes para dormir toda noite. Uma visão com 15 graus de miopia é boa quando se compara com a visão de um cego. A audição de um cego é melhor que a audição de alguém que confia demais no que vê. Receber o carinho de um leão de estimação é mais doloroso do que ganhar um carinho de uma tartaruga. Mas se o leão é seu, o carinho dele é melhor do que o carinho da tartaruga do vizinho. Conhecer todo o planeta Terra é pouco quando se lembra que existem outros planetas. Saber os nomes de algumas constelações é incrível quando se está ao lado de alguém que não sabe nenhuma. Mas sempre existe uma estrela escondida. Um conjunto de estrelas o qual ninguém nomeou e catalogou num livro de astronomia.
Tudo é muito relativo.

É a delicadeza de cada dia!




Ter ambição é algo quase inato.
As crianças querem ter mais brinquedos, querem comer mais chocolate, querem mais desenhos animados na TV, querem mais refrigerantes e querem mais dinheiro para gastar no shopping.
As crianças crescem e passam a querer mais roupas novas, mais namorados, mais sexo e beijo na boca. Querem chegar mais tarde em casa, querem ter menos preocupações e querem mais dinheiro para sair. As crianças crescem mais ainda e passam a querer um carro mais novo, uma casa maior, uma esposa menos ciumenta e um salário maior. As crianças envelhecem e passam a querer mais saúde, uma aposentadoria maior, mais netos e nenhuma preocupação.
Uma solução para tanto querer é o dinheiro. Com ele se compra brinquedos, roupas, carros, saúde e até gente, gente que em determinados casos, já se paga por hora, na maioria das vezes, se me entende.
Os laços afetivos entre as pessoas estão se afrouxando porque não se tem ambição por pessoas mais carinhosas, mais alegres, mais simpáticas, mais sinceras, mais amorosas. Não se tem a ambição de ser mais compreensível, mais gentil, mais flexível, mais delicado. ( BEM ESTE AUTOR NÃO É NADA DISTO )
Se fosse para colocar aqui o oposto de dinheiro diria que é a delicadeza.
Com delicadeza, é possível se brincar com os brinquedos dos amigos, marcar um cinema em casa com muita pipoca e refrigerante, ter uma noite de amor inesquecível e dizer para a sua paquera que prefere carros mais baratos.
Se falar com delicadeza, ela vai amar todos os seus projetos de carros, é meu amigo.
Quando se é delicado, uma ligação no meio da noite é mais valiosa que um presente. Um beijo quando dado delicadamente fica na memória por muito tempo.
Usar palavras delicadas para confortar um amigo em uma hora difícil é mais confortante, e barato, do que um consultório de psicologia. Embora tenha casos que precisa-se de amigos, psicólogos, psiquiatras, macumbeiros, entre outros.
O chamado homem moderno precisa de mais pessoas delicadas. Precisa perder o medo de ser ridículo.
O ridículo é sincero e exige coragem. Precisa parar de dar sorrisos com cara de quem chorou antes da tristeza.
Precisa saber que o tempo de vida é incerto e a qualquer momento a vida vai embora e não há delicadeza que impeça a fuga, o adeus ou a morte.

Imaginação nas nuvens!




Ah quanto tempo eu não escrevo uma crônica! Olhando umas fotos de nuvens no facebook que alguém postou, simplesmente veio este texto, e em poucos minutos ele estava pronto!

Imaginação nas nuvens!




Olhando para o céu, vi a morte. Não era alguém caindo de um avião, nem um pássaro baleado pairando no ar na tentativa inútil de não alcançar o chão.
Era uma nuvem. Uma nuvem que não era minha em um céu que não era meu.
Elas não estavam ali, atrás da janela, para compor os cenários dos meus delírios ou servir de panela para afogar sonhos, estavam ali porque o lugar delas é lá.
Os olhos atentos observam suas formas, a imaginação formula formas inimagináveis, as dores são aliviadas diante de tanta leveza, e após alguns minutos, tudo se dissolve, desaparece, morre.
Aquela sua nuvem sumirá e nunca, nunca mais aparecerá. E restará o lirismo escrito, a vontade de dar-lhes um pouco mais de tempo de vida.
Nuvens não gostam de morar em uma casa que tenha portas, não suportam passar as noites em um quarto, trancadas, vendo a noite ir e a manhã chegar sem cerimonial. (3h:55m)
Como seria triste, sentar na areia, sentir o vento frio da madrugada se despedindo e assanhando os cabelos e ver o nascer do sol sem nenhuma nuvem para refletir os inúmeros raios amarelos do sol.
O sol teria que acabar com a sua timidez matutina, a chuva teria que se tornar independente e fazer um acordo com o céu ou com os bicos dos passarinhos.

E outra, não tem abrigo para tanta nuvem.

Imagina todas as nuvens do céu tendo síndrome de medo de altura?
Seria o caos aéreo, terráqueo, marítimo, literalmente! 
Asilos para as nuvens maiores e mais velhinhas. Orfanatos para as nuvens que se perderem dos pais. Hotel para as nuvens turistas. Motel para as nuvens safadas. Albergue para as nuvens estudantes. Casa dos outros para as nuvens metidas. Enfermarias para as nuvens nervosas que correm risco de sofrer paradas cardíacas. Não dá para guardar nuvem no guarda roupa, uma vez que se elas inventarem de chorar com saudade da lua, do sol e das estrelas vão molhar tudo o que a de roupa e ficará um cheiro de mofo tragicamente incrível e não terá giz, carvão, sal grosso, pó anti-mofo, macumba, secador que dê jeito!
Mofo de choro de nuvem é um desastre quando não cai do céu.
Pouco me importo se as nuvens não são minhas, mas eu gosto delas.

Apenas gosto muito delas.

Não sou possessivo e não estou muito disposto a levar nuvem depressiva, por não conseguir se adaptar ao novo ambiente, para analista!
Nuvem nasce, se cria, morre e leva consigo os infinitos problemas, loucuras, rinocerontes, espadas, rostos, daqueles que se pegaram destraidos olhando para cima. Nuvens no céu, meus sonhos na nuvens e a graça da vida nos sonhos.
Melhor assim.


Sobre paradigmas que mudarão!




Acredito que as pessoas aprendem com os próprios erros e com o tempo. 
Acredito também que quem traiu uma vez e foi perdoado vai trair de novo. 
Acredito que aquelas pessoas que vivem falando mal dos outros vão falar mal de você com esses outros. Acredito que as pessoas só mudam por vontade própria e nunca pelo pedido de outra pessoa. 
Acredito que tudo que eu acredito hoje vai mudar com o tempo. 
E que, no futuro, talvez, eu acredite em menos coisas. 
Ou em nada mais.




Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. 
E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. 
E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida.





Raul Seixas, morreu por causa do coração.
Kurt Cobain, suicidou.
Getúlio Vargas, também suicidou.
Nietzsche, enloqueceu.
E eu não vou nada bem.
Não vou nada bem.

Alguma coisa de um caderno da oitava serie!




Minha primeira namorada
Vou dizer como é que é
Nasceu de um acidente
Com três braços e sem um pé

Nem parecia mulher
Além disso ciumenta
A noite ela roncava
E dava coice como jumenta

Seu mau humor ninguém aguenta
A bicha era perneta
Retrato falado do diabo
Era a xerox do capeta

Ainda botava banca
De uma linda mulher
Sua bunda tinha loca
Seu pai vendia pipoca
Na porta do cabaré

Os peitos pesavam seis quilos
O nariz parecia um besouro
Quarenta quilos de banha
E mais doze só de couro

Seu cabelo tinha umas buchas
Era vermelho como vulcão
Os piolhos faziam morada
No terreiro do cabelão

O destino me fez um susto
Que meu peito não aguentou
Quando seu pai chorando disse
Minha filha engravidou

Eu quase enfartei
Perdi a esperança
Se a mãe já era feia
Imagine uma criança

Nessa hora eu acordei
Suando feito um pavão
Que mulher como aquela
Só podia ser ilusão
Pois se isso fosse verdade
Seria a maior destruição 
Da reputação do Weldão.





Eu escrevo porque eu gosto. 
Porque às vezes me dá vontade e se eu não esticar meus dedos, não consigo dormir. 
Não é pra ninguém, é pra mim. 
É só pra colocar em palavras o que acontece, pra tornar tudo real. 
Quem sabe rabiscando de grafite algumas folhas de papel, 
eu me assegure que tudo foi mais que um sonho bom interrompido na melhor parte.




E eu que não bebo pedi um conhaque, cachaça, caipirinha, 51, red label, jack daniels, absolut, natasha!
Bebendo demais, fumando demais, fazendo merda demais, escrevendo de mais.
Meu corpo cansado perguntou à minha mente cansada: 
Era só disso que você precisava, então?

Every Breath You Take



Um trecho do melhor livro que já li!




[Claire] É difícil ficar para trás. Espero Henry, sem saber dele, me perguntando se está bem. É difícil ser quem fica. Mantenho-me ocupada. 
Assim o tempo passa mais depressa. 
Durmo sozinha e acordo sozinha. Dou umas voltas. Trabalho até cansar. Olho o vento brincar com o lixo que passou o inverno inteiro debaixo da neve. As coisas parecem simples até pensarmos nelas. 
Por que a ausência intensifica o amor? 
Há muito tempo os homens iam para o mar, enquanto as mulheres ficavam na praia, esperando e procurando o barquinho no horizonte Agora espero Henry. Ele some sem querer, sem avisar. Espero. Tenho a sensação de que cada minuto de espera é um ano, uma eternidade. Cada minuto é lento e transparente como vidro. 
A cada minuto que passa, vejo uma fila de infinitos minutos, à espera. Por que ele foi aonde não posso ir atrás? 
[...] Às vezes, fico feliz quando Henry some, mas sempre fico feliz quando ele volta.




A Mulher do Viajante no Tempo - Audrey Niffenegger


Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Curiosidades..

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"Eu acho legal o pessoal acessar o blog e não deixar um recadinho… É massa, é a mesma coisa que você cagar e não puxar a descarga… Porque querendo ou não você usou aquilo, pode ser num momento de merda, mas usou certo? Não custa deixar um recadinho falando… legal…"

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Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.