Você é o curioso...

    contador de acesso grátis
    ...
    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

Powered By Blogger

Leitores Anônimos !



Os escritores não são conhecidos. Os leitores passam apercebidos. Carregando um mundo mágico dentro da bolsa ou embaixo dos braços. Dentro do ônibus, no metrô, na pracinha da cidade ou de alimentação do shop.
Os braços fracos. Os olhos cansados. A vista pesada, o óculo sobre o nariz, e café no colchão. Mas o cérebro, sem nunca parar de ler, nunca para de pensar. A boca sem mexer num compasso triste ou feliz comove. Os dutos lacrimais extravasam. E o peito vaza, morre a personagem, morre a gente.
Fecha o livro e ninguém lembra do autor. Só da dor. 
E você meu caro amigo, o que te direi, se por ouvidos não sei dos escritores, quem me dirá dos poetas? 

            

Comme des enfants.




06:20 de uma manhã de quarta-feira. Estava muito frio e com uma chuva fina. Minha vontade era permanecer naquela cama, com meu cobertor e dormir até tarde, porém, eu não podia. Levantei, preparei meu café da manhã, sentei num sofá ao lado do meu piano e fiquei por lá, observando a chuva caindo de fininho. O silêncio e solidão eram minhas fiéis companheiras.
O relógio já marcava quase 07:00 horas e eu precisava me arrumar, ainda estava de pijama. Levantei do sofá e fui me trocar.
Mais um dia, mais uma batalha pela frente e, mais uma vez, ter que ver as mesmas pessoas. Seria muito mais prazeroso ficar deitado, ouvindo uma bela melodia e esquecer os problemas.


Tédio na aula!



Eu não quero que se assuste, quero apenas que me queira.
Eu ando querendo dar uma volta na sua rua pra ver se consigo te ver. Eu que sou tão na minha, fui ficar tão na sua. Eu que sou preto e branco, quis ser colorido quando te vi passar por mim.
Te pegar pelo braço e sair voando não seria uma má ideia se isso fizesse com que você se encantasse por mim.
Gritar seu nome e sussurrar um - Eu te amo. - pode parecer loucura, mas é que eu estou louco por você.

Rodopiar com você embaixo de um céu estrelado também não seria uma má ideia, quero que as estrelas contemplem nosso amor. Quero que se entregue, e que de início, precise precisar de mim.

Brasil, Minas Gerais, Triangulo Mineiro, Uberlândia, Santa Monica, Av. João Naves de Ávila, Universidade Federal de Uberlândia, Bloco 5O, Sala 212, 3ª fileira, 1ª carteira ao lado da janela, Aula de TFG 1.

[8)][:)]




‘’ Ser poeta é ver alegria até na morte… ou tristeza até na vida. ’’




Eu gosto de escrever sobre você, pois assim consigo fazer com que as palavras saiam sem esforço algum. É como se eu tivesse milhares de textos sobre você na mente, e eles estivessem somente esperando eu colocar a mão na caneta. Então acho que enquanto eu estiver vivo escreverei sobre você. 
Ou melhor. 
Enquanto você estiver vivo dentro de mim. 

Liberdade a todo custo?




Liberdade é um conceito furado.
Todos fazem propagandas a seu respeito, mas a verdade é que somos apenas livres para escolhermos nosso punimento.
Se nós comemos demais seremos punidos com a obesidade, se comemos de menos, seremos punidos com a anorexia.
Se nós trabalhamos demais nos cansaremos demais, se trabalharmos de menos não teremos dinheiro pra nada.

Se vamos a igreja, não podemos fazer nada que queremos, senão vamos, já temos presença garantida no inferno, ou seja, só temos liberdade de escolher nossa punição



É curioso quando os teus olhos se encontram aos meus
Inferno e céu de uma só vez.
Felicidade é quando os meus olhos se encontram aos teus
poesia nasce destes lindos olhos meus
Mas você me olha com olhares de adeus.
.
Felicidade é quando volta, por mim, por tudo, por deus!
Trazendo à vida uma felicidade infinita
E iluminam estes tristes olhos meus. Felicidade é olhar nos olhos seus e dizer: 
Felicidade é olhar nos olhos teus.


M.E.R.N & W.C.R

Ouça!





Pare um minuto e ouça o vento, 
o silencio, 
ouça a luz, 
a escuridão, 
a calma, 
a solidão, 
eles estão falando com você. 
Ouça a si mesmo,
sua mente bagunçada, 
seu medo que desola, 
seu ódio que devora, 
eles estão falando com você. 
Ouça as lembranças, 
a felicidade, 
o sentimento de saudade, 
as exigências, 
as divergências, 
eles estão falando com você. 
Será que consegue ouvi-los?

Sobre olhares, amor à primeira vista, sonhos compartilhados e o adeus ao amanhecer!



E no meio da multidão os olhares se entrecruzaram.
Histórias tão diferentes bailavam na marchinha insistente no imenso palco da ilusão. Sorrisos, abraços, carinhos, desejos espalhados em confetes e serpentinas, amores trocados, vidas por um instante desprendidas da rotina incansável daqueles portadores de coração. E no meio disso tudo um encontro de dois sonhos, dois anjos, dois amores enternecidos e ávidos de paixão.
A bailarina cor de rosa e o triste mosqueteiro. Duas vidas tão diferentes, no entanto naquele exato momento foram capazes de paralisar o mundo só pra se olharem mais um pouco. E as mãos dele escorriam pelo braço dela enquanto ela de encantava com o sorriso dele. E eles voaram feitos pássaros deixando pra traz a multidão. E lá no céu entre nuvens se amaram feito anjos até o dia amanhecer.
E pra nunca mais se perderem de despediram trocando seus sonhos. Na lapela do uniforme, ele vai embora com a rosa dela e sobre seu corpete cor de sangue, ela vai com a medalha dele.
Até hoje a bailarina ao se olhar no espelho ainda enxerga os olhos dele e ele sempre diante de uma flor sente o perfume dela.
Quem sabe um dia eles se encontram nessa vida tão corrida e de dois sonhos compartilhados se tornem apenas um realizado.



Viajar, conhecer o mundo, viver!



Viajar.. Viajar para Roma, Itália, provar do chocolate suíço, ir às lágrimas com teatros mundo afora, imaginar os Jardins Suspensos da Babilônia.
Comer do bom e do melhor, vender uma parte da vida, colocar a mochila nas costas e sair, comemorar, conhecer novas pessoas, de almas tão desconhecidas.
Para os mais necessitados, viver romances em Paris.
Jogar moedas em poços mesquinhos, comer pizzas caras, desejar que o eterno seja mesmo tempo demais.
Beijar na chuva, beijar debaixo d’água, beijar só por beijar, mas beijar só por beijar porque não pensou, pela primeira vez não pensou que se arrependeria depois.
E amar.
Verdadeiramente, amar e ganhar baldes d’água imaginários na cabeça quando, em público, gritar em silêncio que ama, só por amar. Ama sem dinheiro, sem compromisso, sem foto pra provar.
Quem sabe aprender um novo idioma, uma língua morta, ganhar o prêmio Nobel e escrever um livro de memórias. Mas que nessas memórias estejam contidas as coisas que não foram contidas.
Comprar um barco, um camelo, pedir desculpas, e pedir desculpas aos filhos, quando estes estiverem cansados e enrugados demais para ouvir você dizer que eles são o maior sonho já realizado.
E depois disso tudo, uma biblioteca com seus livros preferidos, conhecimento de toda a obra daquele tal artista que quase ninguém conhece um cachorro tirado de rua, um abraço num desconhecido, elogios do pessoal do trabalho voluntário. Chorar em público, passar um trote, queimar dinheiro, pular de uma cachoeira, viajar com os amigos, aprender a nadar, virar astronauta, dançar como um louco no meio de uma festa chata, subornar alguém, ser DJ por um dia, entrar em coma alcoólico, tatuar uma idiotice…
Fazer besteira.
Ou então, mais ainda, fazer besteira em Las Vegas, com o amor da sua vida.
Passar 72h acordado, escalar uma montanha, pular de paraquedas, arriscar um bungee jump… Tudo o que for radical, até mesmo uma mudança radical no cabelo, no visual, uma mudança radical de vida.
Gritar em praça pública, gritar o mais alto que puder gritar como se já não escutasse a própria voz há muito tempo. Como se já não aguentasse mais.
Xingar o chefe, se demitir, fugir de casa, comprar o chocolate mais caro e mais gostoso, experimentar comidas exóticas, nadar com tubarões. Quem nunca quis nadar com tubarões!?… Só quem preferiu comprar um pônei.
Dormir ao relento e rezar para não morrer. Para não morrer. Rezar para não morrer.
E quando chegar o fim do ano, com aquela roupa branca suja de champanhe, dizer com todas as letras que aquele sim, aquele foi o ano mais incrível da sua vida. Riscar a felicidade do caderno de metas. E sorrir, contente, para a lápide quente.
Essas coisas que a gente quer, que a gente ama, que a gente sonha, antes de ir para a cama e lembrar que o mundo não acabou, que já passou da meia noite, e que já não aguentamos mais essa sequência de amanhãs.
Mas ainda é cedo… E amanhã, amanhã eu juro, eu juro que penso nisso.









Chego, às vezes, a suspeitar que os poetas, os verdadeiros poetas, são uma espécie de erro de programação genética. Aquele produto que saiu com falha, entre dez mil, um sapato saiu meio torto. O poeta é aquele sapato que tem consciência de linguagem, porque somente o torto sabe o que é direito. Então o poeta seria um ser dotado de erro, donde essa tradição romântica de marginalidade, do poeta como bandido, banido, perseguido."



Paulo Leminski

4 anos e 8 meses!



Porque eu sei que é amor. E não existe nada no mundo ou até mesmo pessoa que me faça mudar isso.
É o que eu sinto. É o que eu te entrego. É o que eu peço.
Se cuide, mesmo que não esteja doente, mesmo que não tenha se machucado. Cuida de você por dentro, do seu coração da sua alma. Mesmo que eu não esteja mais ao seu lado um dia. Saiba se cuidar e me prometa que fará isso muito bem.
Você não é mais criança, sei que sabe se virar. E se algum dia você chorar, me chame, eu vou te ajudar, mesmo que seja só pra dar um empurrãozinho, mesmo se for só pra te fazer sorrir por um instante.
Eu te amo apesar de tudo e principalmente por causa de tudo e o tudo que você já me deu até hoje é muito mais do que eu já pedi a Deus um dia.
E não se esqueça, quando achar que a noite não tem mais estrelas ou que a tempestade nunca mais vai passar, lembra-se de todas as vezes que te falei do céu. Veja o quão maravilhoso ele é, veja que tudo que é mais bonito veio de lá. Principalmente o amor. Porque de fato, o meu por você é um pedacinho de lá de cima.

Eu te amo, obrigado por todo este tempo ao meu lado.

Somos feitos de poeira das estrelas.


Primeiro texto do ano, meio atrasado mas esta ai!

Quando eu estava escrevendo minha monografia de conclusão de curso em Geografia, eu li em um texto do Marcelo Gleiser, que nós somos feitos de poeira das estrelas, e eu achei isto incrível e nunca mais isto saiu da minha cabeça.
Eu olhando para o céu algumas centenas de vezes, enxerguei uma ‘’estrela cadente’’, achei estar ficando louco, fiz um pedido mesmo assim, me senti bem depois.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, numa casa muito grande, num espaço muito familiar, gente comendo, conversando, sorrindo, amando, eu vejo uma avó um pouco corcunda, mas sorridente, vincos fundos no rosto, cabelo grisalho, uma chuva forte acima da cabeça. E ela varre. Com passos ritmados, com uma calma assustadora, com uma esperança imaculada, como se possuísse dentro de si algo desconhecido aos outros, ela varre pra longe essa poeira colorida e brilhante que é o que a gente é.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, num quarto extremamente quente de uma garota pertinho dos quinze anos, tem aquela parte onde tudo é infinito, livros de A a Z espalhados pela estante de uma madeira que nem se possibilita saber qual é, abrir um livro há muito tempo fechado é desabrochar um mundo completamente novo. É liberar pó pelo quarto, é mergulhar no colorido inerente, é estar em alguma nebulosa antiga, voando, vendo planetas, entre essas coisas magníficas que é o que a gente é.
Se a gente é feito de poeira das estrelas, um mundo grande e cheio de gente louca e sã, de gente burra e esperta, de gente que vai e de gente que por medo fica. Se a gente é feito de poeira das estrelas, cidades, países, oceanos, atlânticos, desertos e lugares, o mundo todo é feito de poeira das estrelas porque o mundo todo nos é, e nós, em nossa singularidade doente, também o somos.
Num dia que estava estudando, eu li um texto que dizia “As estrelas explodem.”
Veio à minha mente, a gente vai explodir? A gente vai desaparecer? A gente vai sublimar? A gente vai virar vazio? A gente vai se perder pelo vácuo? A gente vai deixar de ser? A gente vai virar escuro? Ou esses grãozinhos que caminham por aí à procura de água, de comida, de amor, esses grãozinhos vão se esconder pelos buracos até que num futuro distante algo gigante encontre esse planeta, sacuda tudo que há pra sacudir, entenda, e depois, simplesmente nos tire, com um sopro nem tão forte assim, mas suficiente, para nós varrer de toda a face da história terrena?


Ultimo post do ano de 2013!


Hoje, eu venho ao blog postar um ultimo texto do ano, e agradecer a quem leu os textos que aqui foram postados. Sei que não dediquei muito tempo para o blog este ano mas o Sociedade do Blog Alternativo mora no meu coração.  
E como ultimo post, trago uma oração do fundo do meu coração. E espero que mesmo com tantas coisas mais importantes do que eu, Deus possa me ajudar ou ao menos escutar minhas preces!


Deus, hoje estou triste.
Diversas vezes pensei em parar pra gente conversar, mas olha que irresponsabilidade a minha. Atropelo meu próprio tempo e não consigo cessar para desabar a quem realmente está completamente a fim de me entender.
Estou cansado e talvez lhe dizer isso seja muito egoísmo da minha parte. Imagino quantas orações de corações aflitos você deve arquivar por segundos e sei que o meu não é o caso mais grave aos olhos humanos. Mas aos seus olhos Deus eu imagino que não há primazias.
Você é perfeito e não se atrapalha tanto quanto eu. O Senhor é especialista em dores, lágrimas e tristezas. O maior perito em corações humanos. E hoje, sou só sua criança pedindo colo.
A impressão é de que faço tudo errado e afundado nesse mar de drama tudo passa a não fazer sentido.
Não sei ser o melhor amigo, o melhor filho que meus pais gostariam que eu fosse, talvez nem o melhor aluno da faculdade. Decepciono as pessoas que amo com a maior facilidade do mundo. Hoje estou perdendo meu amor, já perdi as estações do ano, e perco até a hora para ir trabalhar.
Não sei cuidar das flores na primavera, elas sempre murcham. No inverno, não me aqueço o suficiente. Passam os dias e no verão, nem eu mesmo me suporto nesse mormaço. As folhas do outono sempre secam.
Chego em casa afadigado, desabotoo os botões da camisa, respiro e nessa confusão de pensamentos, cogito que não há mais razões para um próximo amanhecer. E todas as novas manhãs você insiste em dizer que vale a pena.
Deus, posso fazer um pedido?
Cuida de mim? Cuida do meu coração também. Não me deixe sorrir por fora e desmoronar por dentro. Compreendo que eu sou desorganizado e desordenado, mas eu preciso tanto de você.
Me deixa desabar no seu colo.
Sei que tenho muito a agradecer, mas hoje só quero que o faça ver que sou uma pessoa digna, que preso o meu caráter e que preso muito o relacionamento que eu tenho. Que é cheio de amor, amizade, carinho e esperança de ter um futuro feliz.

 Amem!



Este texto vai para o verme que irá um dia devorar minhas têmporas, ossos e afins: espero que se delicie. Espero que tire tudo o que puder de mim. Tudo o que eu não consegui tirar de mim mesmo. Cada músculo, cada vértebra.
Espero que neste momento, meu espírito esteja solto, livre. Espero que a tão inalcançável paz esteja pairando pelo meu ser. Espero tantas coisas que, ah! As vezes gostaria de apressar as coisas.
Este texto vai para o verme que devorará todos os meus sonhos não realizados e todos os vexames já acontecidos.
Que vai devorar todo o meu passado, presente e futuro até não sobrar nada.
Como eu fui.

LÉLO



Espero que nossos laços sejam mais fortes do que tudo o que tem tentado desata-los.

Olhos fechados pra te encontrar não estou ao seu lado mas posso sonhar.
Aonde quer que eu vá, levo você no olhar.

Queria que você soubesse, assim, só pra saber, que o seu nome está em todas as minhas orações. 

Há sonhadores e realistas, nesse mundo. O certo seria sonhadores ficarem com sonhadores e realistas ficarem com realistas, mas quase sempre ocorre o contrário. Sonhadores precisam dos realistas para não voarem perto do Sol. E os realistas… Bem, sem os sonhadores, poderiam nunca sair do chão.

É tão bom quando estou com saudades suas e então nos vemos e eu posso matar toda essa saudade num abraço apertado e verdadeiro.
Quando seguro a sua mão, eu me sinto completamente protegido. Quando nossos olhos se encontram, meu coração acelera de uma maneira tão intensa.
Quando conversamos, dividimos nossos segredos e rimos de coisas que só fazem sentido para nós, eu não poderia ficar mais feliz.
Quando você me pega no colo contra a minha vontade e me joga na cama enquanto eu estou rindo e gritando o quanto eu te odeio, não há outro lugar que eu queira estar além dos seus braços.
Ah, é que só você consegue me deixar desse jeito: com a certeza de que tudo vale a pena se estou com você.

Só de pensar em você e em tudo que passamos juntos, fico sorrindo que nem um idiota. Porque a cada dia que passa eu estou mais e mais apaixonado por você, por cada detalhe seu e por tudo que eu sou quando estou ao seu lado.


Amanhã é o dia do meu aniversário.
Peço a Deus que me dê forças para conquistar tudo o que ainda me falta
e que não me deixe faltar amor, paz, saúde e realizações.




Acreditar em Deus é mais importante do que ir a igreja.

Só!



A solidão me pega
me enfraquece
me enlouquece
espanca
engana
me cansa.


Um dia ainda me mata
sem previsão
sem data,
mas por hora
me deixa vivo
perdido
só
com um nó
prendendo o peito
e só.

Hoje dormi o dia todo.



Hoje em dia está meio na moda dizer coisas tipo: “Nossa como eu odeio dormir”. Imagino que isso venha de uma onda meio falsa de pessoas um pouco excêntricas e supostamente bem sucedidas que pregam o funcionamento do sistema trabalhista, e que gostam de dizer mais coisas vãs e impensadas como: 
“Eu irei dormir só quando eu morrer”.
Imbecis.
Com o perdão do baixo calão, que nem é muito do meu feitio, aliás. Mas é que essa conversa me dá um sono danado. E eu sei que minha mãe deve estar lendo isso com um sorrisinho na boca e um vagabundo escapando pelos seus dentes meio cerrados de raiva. Eu não sou vagabundo, mãe. Eu sou sonolento.
Se isso é vagabundagem, então eu quero que me mostrem onde é que está essa definição no dicionário. E é por isso que eu me entupo de Coca-Cola, com ou sem rato.
Para destruir essa minha natureza hipnótica. Porque eu sei muito bem dos infinitos benefícios que o sono pode fazer à mente humana. O mundo inteiro sabe, mas nos esquecemos. Queremos esquecer. Porque não há mais tempo para dorminhocos. Ninguém gosta de um napeiro.
Mesmo assim, colocando mais ainda em risco a minha já extinta vida social, continuo a manter um mínimo diário de horas de sono, que eu não revelo aqui com medo do bullying mesmo.
Porque são muitas horas.
E horas furiosas.
Seria uma afronta à maioria das pessoas. Por muitas horas enfio-me com fúria de pelejador nos travesseiros e, longe de estar à procura de um simples relaxamento muscular ou de uma espécie de desligamento do cérebro, entro em batalhas oníricas e transes oníricos que me colocam em estados paralelos da consciência.
Eu começo a sonhar dentro de outros sonhos. E consigo ir nessa levada de sonho por cima de sonho até o infinito que, lá dentro dos sonhos, nem é tão infinito assim.
Ele fica meio pequeno. Desse jeito eu vou indo nos sonhos, meio no susto mesmo. E costumo, com muita frequência até, acordar no meio desses sonhos fundidos. Conscientemente. Eu acordo, olho pra mim, que é um eu que acha que está sonhando, e digo “Ei você, por acaso, acha que está dormindo?”, então eu acordo num outro sonho que me diz, através de paredes fantasmagóricas: ”Volta pra lá, porque aqui é um nada”. Então eu fico sem saber se prefiro o nada ou o sonho alucinógeno que eu já sei que vai acabar em merda. E eu sempre prefiro o nada, que é simplesmente aquele estágio de escuridão antes do acordar, sem sonhos, sem vigílias pela metade, sem nada, apenas sono puro, o mais próximo que se chega da morte antes, claro, de morrermos.
É um sono vara curta, só pra gente sentir um gostinho de como será a morte-onça, para nos questionarmos, num breve momento de lucidez no meio da escuridão do nada onírico, para nos questionarmos, molhados de medo: “E agora, uma eternidade só disso, e agora?”, e então cutucar a morte-onça com a vara curta desse seu sono débil e simplesmente acordar.
Aí, no meio do turbilhão, você decide que quer ficar.
Então liga a televisão. Manter-se na vigília, sem necessidade, não entendo tamanha brutalidade. Essa coisa de sermos racionais, não sei, não está me parecendo um bom negócio. Pois bem, eu não posso ficar sem dormir.
Eu tenho um problema e ele se chama, eu acho que vou morrer se não dormir direito.
E por “direito” cada um entenda aí a extensão de horas que lhe for mais conveniente.
Eu tenho a minha. E quando eu não a respeito, o dia fica turvo e enjoado.
Então não tem como. Eu não sou do time que acredita naquela balela que diz que perdemos um terço da vida quando dormimos. Não, eu acho que a gente só ganha com o dormir.
Pois o sono é, no mínimo, um bom treino para a morte. Que é a nossa única certeza na vida. Eu sei que ninguém gosta de lembrar disso, ainda mais antes de dormir, mas assim que é. Então por que perdemos tempo com qualquer outra atividade?
Não deveríamos nos concentrar apenas na única coisa que sabemos e temos certeza de que acontecerá em nossas vidas?
Então por que simplesmente não nos deliciamos com este pequeno e suave treino diário para a morte que é o nosso santo sono de cada dia-noite?
Uma pequena morte como já disseram por aí, um pouco de cada vez, toda noite, todo dia, cada um do seu jeito, mas que se durma, cada vez mais, cada vez mais profundo e furiosamente.
Dormir com fúria.
Droga, isso aqui ficou com cara de manifesto hipnótico e era apenas para ser um delírio com uns floreios poéticos.
Essas coisas.
Agora já foi.
Vou dormir. Boa noite.




Chuva, solidão, lagrimas e a tristeza fazendo companhia. 









Meu setembro doido..



Eu te esperarei numa estação rodoviária com um sorriso largo nos lábios e uma mochila nas costas. Viajaremos sem rumo, sem destino, sem nenhum endereço em mãos.
Não me olhe com essa testa franzida perguntando-se qual é a minha. A minha é a sua. Você consegue mexer aqui dentro de mim. Teu sorriso consegue me acalmar e sua voz trazer sensações estranhas a tona.
Você me tem.
De todas as formas existentes, você me tem. E eu te preciso, seja aqui ou em Paris, eu preciso de você.
E penso sempre em nossos corpos colados, suados, jogados numa cama as 2 horas da manha. (rsrsrs)
Eu penso sempre em você.
E, nossa, em meio a tanto congestionamento e bagunça, você consegue surgir na minha cabeça como algo belo e bom.
Eu amo você.
E é tão bom dizer isso em voz alta, sem negar, sem fazer objeções, sem re-pensar e dizer que não, que não é amor. É amor sim.
É amor quando a gente deixa de ser singular e vira plural, não é?
Daria tudinho por nós. Sinto que você é um agosto embutido nesse meu setembro doido. Você sente também?
Apesar de sermos dois carroceis girando em direções contrárias, sinto que em meio a essas voltas a gente se vê, se olha, se entreolha, se toca com o olhar.
Eu toco você, te beijo, te abraço, te nino.
Eu sei, é loucura. Eu sei que esse é um lago onde eu não sei se é fundo, se dá pé para mim, se vou precisar de boias, de botes, se eu entro ou não.
Eu sei que preciso atravessar essa ponte quebrada sob esse abismo escuro para te ter, para sentir que você também sente.
Ah, como eu queria que você sentisse. Às vezes acho que você também sente essas borboletas esvoaçando no estomago. Às vezes acho que você se perdeu no meio da semana em algum lugar do seu quarto e esqueceu a educação e a sensibilidade no bolso da calça no fundo do seu guarda-roupa.
Eu entendo que de vez-enquanto a gente é assim, meio sim meio não, mas poxa, eu sou o inteiro por você, eu sou o certo, o agora, não o talvez nem o quem sabe.
Então coloca seu ombro nesse esforço e rema comigo. Rema comigo, porque dois é melhor que um, porque dois faz a viajem mais rápido, por mais que eu queria me perder no tempo com você. Rema comigo, porque sozinho esse barquinho de papel fica tão pesado, os remos parecem de chumbo. Rema?
Sou teu colete se o barco furar. Mas o barco não fura se a gente vai junto. Preciso de você para essa viagem dar certo. Preciso dos seus sorrisos se a força faltar.
Preciso saber que não estou só nessa parada, que você está na minha como estou na sua. Preciso saber de uma vez por todas se você vai estar lá embaixo para me pegar, porque é assim que te vejo, como um precipício escuro, em que eu não sei quantos metros há de profundidade, que me atrai de uma maneira absurda, em que eu estou completamente louco para me jogar.

E se eu me jogar, você me pega, me segura, me aperta, me beija, me morde?

[8)][:)]



Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar,
Dizer que aprendi… E na vida a gente tem que entender, que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri.. Mas quem sofre sempre tem que procurar pelo menos vir achar razão para viver… Ver na vida algum motivo pra sonhar, ter um sonho todo azul, azul da cor do mar…

— Tim Maia

Sobre a vida que foi interrompida pelo medo de vivê-la.



Você lembra aquela vitrola antiga que você tinha visto em uma loja de moveis usados que ficava no centro da cidade, e que você me pediu de presente no ultimo natal e aquele disco, com musicas românticas que eu lhe dei dias depois?
Então, eu estava ouvido à faixa 7 dele esses dias aqui sozinho, então veio aquele momento nostálgico, você deve lembrar-se de quando dançávamos abraçados pela madrugada de sábado, amava o momento em que seus olhos iam de encontro aos meus e junto sua boca tocava a minha. Seus lábios eram os mais leves que minha boca já tocou em toda a vida, sua pele macia, sua mão em meu ombro que de tão leve e suave não parecia me tocar o cheiro do perfume doce que exalava de sua roupa meio social, social até de mais para um simples jantar a dois.
Sabe, não sei se algum dia eu vou estar ao seu lado novamente, mas escrevo essa carta de despedida apenas para que saiba que onde quer que eu esteja, vou pensar em você, por favor, não sofra, não tente o mesmo fim que vou ter, vai doer mais em mim do que em você, acredite.
Mas então não se prenda a minha lapide, me esqueça, corra, viva, ame outras pessoas, seja feliz!


Bom, agora quem vos fala é o autor, me deixa explicar este pequeno texto, que ficou meio estranho né?
Eu tenho alguns discos de vinil aqui, ai eu tirei eles para arrumar onde eu guardo eles aqui no meu guarda roupa, ai eu estava arrumando o plástico de um disco dos Beatles que ganhei esta semana, e nele esta escrito um nome e a provável data de compra ou a data que o disco foi dado de presente, eu não sei, pode ser inúmeras coisas. Mas o fato é que vendo este nome escrito e a data, de 1988, me veio na mente esta despedida que você acaba de ler, e que eu espero que tenha gostado.




Só quero um pouco de atenção.



Por favor, não me prometa o mundo, não quero tudo isso, eu preciso apenas de atenção.
Eu quero que note o meu novo corte de cabelo ou os meus fios brancos que quase imperceptivelmente apareceram.
Que diga diariamente o quanto me ama, diga várias vezes e não só com a boca, use os olhos e seu coração, use a sua alma pra me falar do seu amor.
Lembre-me diariamente que sabe e pode me fazer feliz, relembre-me dos nossos primeiros encontros e de como você adorava rir ao telefone. Lembre-me do quanto eu amava seu riso ao telefone. Lembre-me o porque de nossos beijos se completarem e não se esqueça de dizer o quanto quer que isso nunca mude.
Às vezes eu não vou merecer isso, mas tenha paciência e só aumente o tom de voz quando precisar cantar nossa canção pra que eu perceba que ela ainda faz sentido. Quando eu não merecer seu beijo me beije assim mesmo e não diga nada, eu vou saber interpretar seu silêncio e vou querer corrigir meu erro.
Não deixe que outro alguém me dê ombro quando o ombro que me pertence é o seu e não deixe que ninguém seja mais meu amigo que você, não quero ter segredos com outra pessoa, será que você entende isso?
Se não houver mais planos e de alguma forma perder a graça, me diga isso e diga se quer recuperá-la, diga antes que seja tarde e eu farei por ti, ainda mais que o que faço qualquer coisa, um sonho doido, o que quer que seja pra que a mágica não se perca. Esteja atento a mim, mostre-me isso, se mostre aqui.
Estou ligado em tudo que te cerca e a única coisa que pode evitar que isso mude é que você faça o mesmo por mim.
Me ame de volta, com toda a atenção e carinho que também lhe dedico, me ame por inteiro e permita que eu possa te amar também.
Me ame de verdade e convença-me, todos os dias, que não fará sentido algum amar outro alguém.









O fim das coisas.


Na nossa criação, concepção, somos direcionados ou estimulados a pensar que o fim é algo ruim, mas não é assim que a banda toca.
O fim de uma dor é algo bom, o fim de um pesadelo é bom, o fim de um enjoo é bom, o fim de uma dor de cabeça não é bom, é ótimo.
O fim de um ano é mais que bom, é revigorante, pois nos impulsiona que sim, no próximo ano vai ser tudo diferente, mas acaba sendo a mesma mesmice sem impacto nenhum.
O fim de um trabalho é bom, chega de esquentar a cabeça com pesquisas, português correto e todas essas regras básicas impostas.
O fim de um amor pode ser bom também, quando esse amor passa a lhe causar mais dor do que paz, quando esse amor mais faz chorar do que sorrir, quando esse amor mais preocupa, enfurece, entristece do que faz feliz, passa a ser um término bom. Pode não ser saudável, sustentável ou até mesmo fácil de ser superado, mas é bom, não é? Acabou. Foi até a rapa, deu o que tinha que dar, fim.
Está aí o seu final feliz.
O fim de uma agonia é bom, o fim de uma espera é tranquilizante, o fim de uma fila é relaxante, viva, minha vez chegou, finalmente! Quase criei raiz.
O fim de uma música ruim é bom, o fim de uma briga não só é boa, mas é bem-vinda.
O fim de uma ignorância não é só ótimo, mas é um favor, que todos os ignorantes nos deveriam prestar, o silêncio.
O fim de uma vida ruim pode ser bom, partiu pra uma melhor, não é assim que dizem? Qualquer lugar deve ser melhor que essa baderna.
O fim de um assalto pode ser bom, desde que você não seja morto.
O fim de uma amizade ruim é bom, não só bom, é se livrar de peso desnecessário.
O fim de um dia ruim pode ser bom, mas nada garante que o dia seguinte será melhor do que o dia ruim que você acabou de passar.
O fim de um final de semana ruim pode ser bom, desde que você torne o resto da semana valiosa.
O fim de um choro amargo é bom, o fim de uma palavra mal dita é bom, o fim de uma situação constrangedora é bom, o fim de uma conversa pode ser boa, o fim de uma relação pode ser boa, tanto quanto pode ser saudável.
Enfim, fim não é ruim, mas também não é bom. Fim tem seus prós e contras, o fim de uma barra de chocolate é ruim, o fim de um amor recíproco é ruim.
E como tudo tem um fim, este texto vai ter um, o que a mim parece ser um fim ruim. O fim deste texto é você quem escolhe, se será bom ou ruim, o fim é seu.

Fim.

Shiver






Lucy Rose - Shiver



Há de se ter um jeito de ser feliz.


Fico sozinho na tentativa de esvaziar a mente, busco leituras que acalmam e palavras que abraçam o meu silêncio e orientam. Eu faço isso com frequência, como uma forma de preencher os vazios que vão surgindo pelos dias.
Isso basta na maioria da vezes. Em outros casos, uma angústia devoradora toma conta e sai se enlaçando por dentro e dá em choro, um nervoso, uma insônia.
Um choro também silencioso, sem alarme, que deixa a cara vermelha, o nariz inchado e uma respiração ofegante. Mas passa. Há de passar. Vai embora da mesma forma que surge e não deixa lembranças.
E é difícil compartilhar. É difícil pelo fato de não ser fácil fazer alguém acreditar que não se sabe o real, direto e sem dúvidas motivo de tanto desespero contido, tanto ânimo roubado, de tanto choro descontrolado. 
Um abraço apertado, alguém que espere o chore passar e um pacote de lenço. Tenho minha mãe, a amiga que entrega tudo na mão de deus, segura a minha mão e diz amém com tanta certeza, que tal expressão de espiritualidade se transforma num botão de seguir em frente.
Um quarto gelado, um filme bobinho e um sono sem despertador.  Uma praia, uma água e a mente solta no vento vagando até achar um rumo.
Um pouco de paciência, uma respiração lenta e um caderninho pra escrever. 

Há sempre de se ter um jeito. 


Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Curiosidades..

Minha foto
"Eu acho legal o pessoal acessar o blog e não deixar um recadinho… É massa, é a mesma coisa que você cagar e não puxar a descarga… Porque querendo ou não você usou aquilo, pode ser num momento de merda, mas usou certo? Não custa deixar um recadinho falando… legal…"

Seguidores

Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.