Você é o curioso...

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    ''O direito a ser iguais, quando a diferença nos inferioriza; o direito a ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza''.

Informação geral.


Depois de algum tempo tendo problemas com o blog, hoje dia 17 de Setempro de 2013 eu consegui arrumar o lealt e o template. Estarei postando alguns textos que já tenho pronto. E para deixar bem claro, todos os textos que aqui são postados são registrados por data e hora de postagem pelo blogspot que faz parte do google.com. Os textos que não são de minha autoria terão o nome do autor em baixo do texto em questão. Já os que não têm nome por logica devera ser os meus. Espero que gostem do blog, e agradeço se puderem comentar as postagens.

Grato: Welder Campos Rodrigues.

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Brasil!



Trêmula a Bandeira Nacional. 

Um amarelo exportado, um verde queimado, um azul nublado. 
Torna-se bandeira nacional. 
Onde está o Brasil? 
Dizem que ainda vai chegar. 
Vai ver sumiu, ficou com medo, escapou da mãe gentil ou madrasta vil. 
Pode ter se perdido nas favelas, talvez levou um tiro, talvez queime no norte, ou fora traficado. 
Pode ter cheirado algumas, ou apenas não aprendeu a ler. 
Nessa minha falta de Brasil, me refugio aqui, na terra dos farrapos, costurando entretenimento barato e engolindo a pátria goela abaixo. Salve, salve a bandeira nacional.




Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro:”Provem-me que esta cadeira não existe”.

Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto. No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e entrega-a ao professor. 

Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler:

 “Que cadeira?”




Há quem diga que todas as noites são de sonhos. 
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
No fundo, isto não tem muita importância, o que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos...Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.


William Shakespeare

*.*



Eu me demito. " aqui pro ce ..i..''



Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.

Parado em frente à porta, ele sentiu de novo aquela coisa gelada virando, revirando dentro do estômago.
Esticou a mão direita e em seguida puxou o braço de volta, recuou um passo, como se a maçaneta fosse um bicho pronto para o bote. Já tinha hesitado mil vezes antes de chegar até ali, pensado mil vezes, ensaiado mil vezes.
Pensado e ensaiado.
Ontem mesmo, depois de ter repetido consigo a fala, parou diante da porta, juntou os fiapos de coragem para bater, aprumou-se, respirou fundo… e não bateu.
Antes que alguém perguntasse o que fazia ali, voltou para a mesa sem graça na sala sem graça onde um relatório sem graça para as cinco, urgente o esperava.
Mas hoje não, hoje decidiu que iria até o fim. Respirou fundo e, usando como combustível a indignação que sentia consigo mesmo por ser assim tão covarde, bateu. Sempre assim: “para as cinco, urgente!”, “para daqui cinco minutos, urgente!”, “para ontem, urgente!”. Tudo era urgente.
Mas desde uns dias atrás que ele sentia que viver era ainda mais urgente, viver era urgentíssimo.
Empurrou a porta, pediu licença, entrou e fechou-a atrás de si. A maçaneta não mordia, afinal.
Sentou-se.
As mãos suavam, mas ele soube disfarçar bem. A voz saiu firme, muito melhor do que esperava. O sujeito do lado de lá da mesa largou o mouse, deixou um pouco de lado a tela de e-mails. Estava se saindo bem, afinal.
Então ele pediu demissão.
Sentado na sua cadeira de diretor, a única confortável da empresa, o chefe não entendeu, perguntou se era insatisfação com salário, ofereceu um pouco mais, vergonhosamente pouco mais.
Mas ele não estava aberto a negociações, estava firme no que havia decido, o chefe não pôde fazer nada a não ser concordar. A tela piscava novos e-mails caíam na caixa de entrada.
Era já perto do dia trinta e eles agilizaram tudo para o dia primeiro. Começaria o mês desempregado.
Voltou para a sala, onde não disse nada. Não tardou muito, alguém voltou da chefia e espalhou a notícia da demissão. Ninguém entendeu o porquê ”é salário?”, mas ele nem esperava mesmo que entendessem.
Era funcionário antigo da casa, era funcionário exemplar. Abriu suas planilhas, terminou um relatório urgente para as cinco e meia. Voltou para casa já levando algumas coisas das gavetas, para adiantar.
Dia trinta, despediu-se. Lavou a caneca pela última vez, decidiu deixá-la na copa para quem quisesse o resto das coisas e pastilhas para garganta, uns cartões, o carregador do celular coube numa sacola de mercado.
Sem alarde, sem choradeira, sem fotografias, sem almoço especial. Na cadeira de diretor, o chefe entrevistava um candidato. Já no dia seguinte, começou a procurar. Passou as semanas seguintes olhando classificados, fazendo contas.
Não tinha pressa e só fechou negócio quando achou exatamente o que sonhava. Daí para mudar-se para o sítio foi só questão de tempo.
E foi viver.
Está difícil segurar a ansiedade, as verduras demoram a crescer e nem sinal ainda dos morangos.
Mas logo ele colhe a primeira safra.

A falha humana.




Eu falho.
Não me acanho, pois falho como qualquer ser humano e espero que ninguém se permita a abrir a boca para disparar que não o faz também.
Todos nós falhamos.
Nem que seja na escolha errada de um presente ou no esquecimento de qualquer coisa. Eu me arrependo, perco a cabeça e me desespero. Ora, sou lotado de defeitos, imperfeição moral ou qualquer outra coisa que você prefira chamar.
Alguns chegam a me julgar alguém difícil de conviver, pois quando estou certo, não abro mão. Minha mãe me ensinou a ser correto.
Não faço caras e bocas nem abaixo a cabeça para alguém que não me interessa. Eu sou grosso, sei que deveria ter vergonha ao revelar isso, mas grosseria nem sempre é ruim. Já me defendi extraordinariamente com essa única arma. Passei a chamá-la assim. Tenho um enorme orgulho de ser filho dos meus pais e não guardo desaforos.
Protesto a metade do mundo quando estou com fome e principalmente quando estou com sono.
Mas sinto-me fraco por possuir um defeito irritante e alquebrado (algo ruim ou fraco).
O defeito constrangedor de pensar em outras pessoas em primeiro lugar, o defeito dominante de deixar algo de lado quando não agrada aqueles com que eu convivo.
Ouço tantos prognósticos, mas não permaneço com eles durante muito tempo. É como se eu fosse uma vírgula ou um ponto de interrogação. É como se eu fosse uma pergunta ou algo que não tem pretexto.
Mas não sou tão ruim assim, costumo ajudar, gosto de fazer o bem. Posso me limitar. Não me comunico quando acho desnecessário. Eu sofro e não demonstro.
Eu tento, jogo, aposto e consigo ou não. Perder não é motivo para se envergonhar. Nunca fui centrado, tudo acontece repentinamente. Já perdoei erros que talvez você nunca perdoasse, mas, coloco em primeiro lugar aquilo que chamamos de arrependimento.
Uma vez que você se arrepende, não faz mais. E todos nós podemos errar da mesma forma um dia, mesmo achando que não. Nada é certeiro nesse mundo que a cada minuto, cinco crianças morrem de fome no mundo.
Aqui se encontra outra revolta.
E diante dessas características positivas e negativas, ainda sim, tenho um orgulho incrível de ser quem eu sou.

Eu prometo.




Eu serei todo seu.
Serei seu quando estiver sozinho, quando ninguém quiser escutar sequer uma piadinha sem graça que você conta. Eu serei seu na cama, quando estiver carente, assistindo um filme romântico, ou até mesmo de terror. Eu serei seu quando as pessoas menos óbvias te deixarem. Te deixarem pelo fato de não te aguentar mais, ou até mesmo por não suportarem mais as suas piadinhas sem graça e consecutivas.
Eu serei seu quando achar algo no chão. Eu serei seu quando você for dar suas caminhadas de no final da tarde, na expectativa de ter um bom físico.
Eu serei seu quando suas recaídas vierem. Eu serei seu quando achar uma caixa de bombons no armário, sem nem fazer idéia de onde aquilo surgiu. Eu serei seu quando você estiver molhado, embaixo do chuveiro, lavando suas partes íntimas e cantando para a sua platéia de mosquitos.
Eu serei seu quando ninguém mais confiar que você pode. Porque diferente de todos, eu estarei ali, esperando que você me agarre.
Eu serei seu nos momentos de depressão, quando você achar que o mundo conspira contra você. Eu serei seu em todos os momentos, até nos ruins.
Eu estarei do seu lado, esperando que você me agarre com toda a força. Eu serei seu mesmo que um dia você se lembre de algum amor passado, porque eu sou o seu presente.
Eu serei seu quando você nem lembrar que eu existo, mesmo achando que se contenta com outras coisas por aí.
Eu vou ser seu na cama, quando você estiver dormindo pelado de tanto calor. Eu serei seu quando você surtar com todas as contas. Eu estarei ali, esperando que você finalmente me enxergue.
Eu serei seu mesmo quando você não tiver tempo. Eu serei seu quando alguém morrer, nascer e tiver alguma doença.
Eu serei até quando menos esperar.
Eu serei seu quando me trocar pelo ódio, quando me trocar pela indiferença, solidão, medo e qualquer outro sentimento que venha se sobrepor.
Eu vou ser seu de qualquer modo.
Eu vou ser seu quando estiver fazendo o prato que mais gosta, e quando queima o dedo por um descuido da vida.
Eu vou ser seu quando achar uma sombra em um dia de sol infernal, e estarei lá como uma brisa para te refrescar. Eu vou ser seu guia quando estiver confuso com alguma coisa.
Eu vou ser seu quando perder o ônibus das 7 horas, quando estiver voltando para casa naquele domingo chuvoso. Eu vou ser seu quando sofrer por algo.
Eu vou estar ali.
Faz um esforço, por favor. Tenta me enxergar. Eu vou ser seu quando desconfiar até da própria sombra. Eu serei seu quando a música favorita tocar no rádio. Eu serei seu quando você achar uma nota de 20 reais na calça que você não usava há semanas.
Eu serei seu quando você estiver aflito, inseguro da vida. Eu estarei ali, esperando que você me agarre, pois eu sempre fui seu. E sempre serei seu.
Eu vou ser seu em todos os dias da semana, todas as horas do dia, todos os dias do mês, todos os meses do ano, todos os anos da sua vida.
Eu serei seu quando o conflito que você tem consigo mesmo vier. Eu serei seu quando der risada por qualquer coisa.
Eu serei seu até quando dormir. Eu serei seu quando o estouro do champagne vier aos seus ouvidos.
Serei seu quando o som do soluço vier aos seus tímpanos. Serei seu quando uma lágrima cair, seja de felicidade ou tristeza. Eu serei seu por completo.
Só te peço que me enxergue. Faz um esforço.
Eu sou seu, me agarra e me faz sua vida também.
Eu sou seu e sempre vou ser.
Eu prometo.
Ou eu não me chamo Welder Campos.

[8)][:)]


Sobre a desistência de um suicida.



Eu queria ser poeta. Mais sou apenas um contador de historias.

É muito mais do que mistério. É a impossibilidade acontecendo bem diante de olhos incrédulos e bestificados.
O inimaginável, a maldição sem explicação.
É como o vento que ninguém vê, mas sabemos que está ali.
Não é questão de crença ou credo. É questão de estar simplesmente ali, vivo, injustificável, mas real.
Estamos respirando algo, mas não vemos o que. Confiamos que aquilo é bom, mas não sabemos porque. Nos mantêm vivos, sem ter pra que.
Acreditamos naquelas migalhas de verdade, naquilo que chamamos de ‘’ É porque é, e cale a boca.’’  
Eu não consigo e nem posso não acreditar. Mas eu gostaria. Eu gostaria de dizer que isso tudo não passa de ilusão, um truque de mágica barato. Mas o ilusionista morre e a charada atravessa gerações.
Onde está o segredo, o coelho entrando na cartola previamente furada, o homem na platéia escolhido aleatoriamente que já sabia e decorou tudo o que precisava fazer?
Eu queria que alguém arrancasse o meu coração doente de seu refúgio e dissesse que toda essa dor é uma mentira como o bicho-papão.
Há tempos eu consigo dormir no escuro, mas por poucos anos eu sempre olhava o que estava debaixo da cama. A mentira era real, o medo estava dormindo comigo.
O que se passa, então, poderia ser uma segunda infância.
Uma mentira que se repete.
Uma mentira bonita que atravessou décadas, milênios e parou em mim, crescido, forte o bastante para não temer aquilo que só existe numa imaginação fértil e fétida.
Eu queria ser maior que tudo isso. Comprovar cientificamente que o que bate em meu peito me mantém vivo e só.
Como o ar, que eu também não vejo, mas sinto. E não consigo. Não consigo balbuciar uma só palavra sem que o peso da realidade me ponha encolhido debaixo do cobertor, temendo um monstro vazio, algo irreal que dói e latina, que arranca e apodrece todas as raízes dentro de mim que mantive em cativeiro, em segredo.
Como algo pode continuar doendo, se não existe?
Ou melhor, se nunca existiu.
Nada pode criar vida sem que algo ou alguém o tenha criado. Ninguém nunca me disse que o bicho papão teve mãe. Ninguém nunca me disse que Papai Noel já foi um feto. Parece que a mentira já veio de barba feita.
É assim que eu sinto.
As colunas invisíveis são ainda piores e mais maciças do que qualquer espécie de concreto, porque elas nunca são derrubadas.
Esse sofrimento todo é como as larvas que surgem dentro de um pote de macarrão fechado, como fungos que povoam os pães trancados, completamente trancados, dentro da geladeira.
Por que dói?
Eu só sei que dói.
Até que se prove o contrário, que se veja o ar, que a máscara caia, o que me mantém vivo, continuará doendo como a tristeza que me dói.
E talvez seja isso mesmo e eu só não queira admitir. Se eu parar de mentir, se eu disser que não está tudo bem, eu morro.
Como morreria se parasse de respirar.
Respirar aquilo que eu não vejo, não ouço, mas sinto.
O coração dolorido e machucado é a resposta que eu não quero ver.
Eu só estou vivo porque a tristeza me permite viver.

Primeira declaração de amor do ano de 2013.




Eu sei que eu sou cheio de erros e defeitos.
Eu sei que eu sou complicado, cheio de nhé nhé nhé.
Eu sei que eu sou teimoso, ciumento e possessivo excessivamente.
Eu sei que sou frio, grosso e insuportável. Eu sei que sou cheio de imperfeições e brigo por qualquer besteira.
Eu sei que não demonstro quase nada.
Eu sei que quanto mais eu tento consertar tudo, eu acabo estrago mais ainda as coisas. Eu sei que eu sou fresco e bobo. Eu sei que não digo que te amo todos os segundos da sua vida, eu sei que não digo, muitas vezes, quando sinto sua falta.
Mas eu sinto, sinto tanto e não consigo demonstrar nada.
Sinto tanto ciúmes e o que você não vê é que eu morro de medo de perder você.
Sou possessivo além da conta, não suporto quem ameaça te tirar da minha vida, de mim. Para mim o que é meu é meu e de mais ninguém. Sou capaz de fazer qualquer coisa pra te ver sorrindo. Sou complicado e muitas vezes não consigo desatar o nó que fiz.
Sou duro de pedra, frio de congelar, desconfiado, ciumento e possessivo pra deixar alguém louco. Mas a minha maior qualidade, ou defeito, seja amar demais, sem esperar em troca. Doar-me por inteiro, mesmo que durem anos pra que isso aconteça.
É mergulhar com a alma. É saber interpretar cada silêncio sem precisar pronunciar uma só palavra. É saber ler o olhar que nenhuma palavra seria capaz de expressar.
É amar, amar por inteiro.
Não gosto de meio termo.
Ou sou seu ou não sou. Ou amo ou não amo. Ou fico ou vou embora. 
Eu posso ter mil e um defeitos.
Mas ninguém poderia te amar do mesmo modo, ou até mais, do que eu te amo. Ninguém poderia ficar contigo até o fim.
Ninguém saberia decifrar cada detalhe teu.
Ninguém saberia ler os seus olhos ou o seu silencio.
Ninguém sentiria tanto medo de te perder como eu.
Ninguém, ninguém te amaria como eu.
Então não me perde, mesmo com meus inúmeros defeitos e erros não me perca.
Porque ninguém seria capaz de ficar contigo até o fim, como eu irei ficar.


Eu te amo. WCR&MERN




Cair e levantar, não importa, nunca irei desistir.



Para começar o ano de 2013 eu só tenho a falar que eu:


Tive cuidado.
Eu olhei duas vezes antes de atravessar, mantive o dedo distante das tomadas, me agasalhei no frio e usei protetor solar no verão.
Eu cuidei aqui e ali de umas coisinhas, de uma listinha básica da vida.
Eu juro que olhei duas vezes antes de atravessar… Mesmo assim, cercado de cuidados internos, um algo qualquer passou por cima.
Não sei, não tive tempo de ver.
Na maioria das vezes eu nunca vejo.
O asfalto não é alívio para o corpo.
Erguer-se novamente nas próprias pernas fica sempre alguns por cento mais demorado. E doido. Doído, com acento e sem.
Passei lá minhas pomadas, costurei as roupas, enxuguei os olhos, mas como, meu Deus, como passa o trauma?
Todas as ruas parecem um destino ao próximo acidente.
Ou seja, brevemente falando em outros parágrafos para não confundir: todo novo passo é um atropelo.
Ah, como eu queria andar sob pernas de pau que se quebrariam antes de mim.
No choque com o chão eu já nem seria mais eu e tudo se refaz mais fácil como novas pernas de pau. Melhor adormecer na queda, mas eu sou como o pão que cai com a manteiga virada para baixo: caio com a consciência plena da dor.
Não adormeço e nem me mexo.
Condenado ao atropelo, de fato.
E o que posso dizer?
O quão frustrante é viver na regra de cuidados que não me cuidam?
O quão estranho era se proteger e tanto se quebrar?
Eu devo estar esquecendo algum detalhe…
Ou, quem sabe, algum detalhe que me esqueceu.


Este texto é sobre a força de vontade que queima dentro de mim como o fogo que alimenta a alma de uma Fenix, sobre a minha ignorância como homem, sobre o meu crescimento, meu amadurecimento e para que saibas que nada ira fazer com que eu desista do amor que tenho dentro do meu coração.

Só não deixe que eu morra. 



Ultimo dia do ano de 2012.




Outro dia descobri o significado da âncora e achei muito interessante.
Ela é um símbolo de firmeza, tranquilidade e fidelidade.
É a parte estável do nosso ser, que é capaz de manter a firmeza em meio as tempestades. 

E se pararmos para pensar quantas tempestades nós já superamos até hoje?
Muitas não é mesmo?
 Algumas delas tão fortes que nós achávamos que nem iríamos suportar, porém estamos aqui, firmes, contando a história e compartilhando os nossos aprendizados... 

O nosso maior erro é deixar a nossa fé se abalar, duvidando do nosso potencial. As dificuldades surgem em nosso caminho para nos testar e para nos deixar mais fortes.
Não é com medo ou sentindo pena de nós mesmos que nós conseguiremos resolver as coisas.
É preciso enfrentar!
Ter um pouco de teimosia também nós faz bem. Nascemos para sermos muito felizes e não podemos nos contentar com menos.

É com esse espirito de motivação que devemos começar o nosso ano.
Não esperando apenas as coisas acontecerem, mas sim, fazendo por onde elas acontecerem!
Já dizia aquele velho ditado: "Deus ajuda a quem cedo madruga."
Portanto, vamos criar, buscar, sonhar...
A vida tem que estar em constante movimento!


.... \o/ ....


E neste ano novo bem mais do que nos outros, eu quero me sentir feliz.
Uma felicidade que não está condicionada à realização das coisas que particularmente, anseio para mim.
Para a minha história nesse mundo.
Para esse personagem que eu visto.
Quero, antes de qualquer outra razão, me sentir feliz por encontrar descanso e contentamento no meu coração.
Por tocar com o sentimento a preciosidade da vida.
Por saber que existem coisas para eu realizar enquanto estou por aqui.
Por acreditar que a maior proposta da idéia humana é a felicidade. 
Não importa quantas nuvens eu possa ter que dissipar no ano que começa.

Encerro esse ultimo texto de 2012 desejando muitas felicidades para todos.
E que 2013 venha recheado de coisas boas, aprendizado, conquistas, vitórias...
E que você que acabou de ler esse meu texto, se inspire para ser a mudança que você quer na sua vida!
Um grande abraço, e viva, viva a Sociedade do Blog Alternativo!
E até o ano que vem! 

Nunca!




Não adianta.
Eu nunca vou conseguir tomar sorvete sem me lambuzar feito uma criança de cinco anos.
Eu nunca vou aprender a beber café, colocar água na forminha de gelo sem derramar, nem conseguir soltar uma gargalhada um pouco mais baixa.
Eu nunca vou parar com a mania de roer as unhas ou deixar um pouco de suco de uva no copo.
Eu nunca vou deixar de sentir tremores em todos os andares do meu corpo ao perceber que estou sendo encarado por qualquer pessoa que seja.
Não adianta, não há solução, não vim com devolução de fábrica.
Eu sou assim e ponto.
Nunca vou me acostumar em acordar cedo, como também nunca vou me acostumar com o fato de ter mais gente passando fome do que mais gente dando valor ao pouco que possui.
Nunca vou entender porque algumas pessoas andam com o nariz empinado como se elas fossem as melhores do mundo, mesmo sabendo que não são.
Nunca vou conseguir deixar de bater o dedinho do pé na quina, como também nunca vou conseguir entender o que o locutor de futebol na rádio está narrando.
Eu nunca vou deixar de odiar o cheiro de cigarro.
Nunca vou aprender a chupar laranja sem fazer algum barulho, como também nunca vou aprender a fazer as malas para uma viajem sem esquecer alguma coisa.
Eu nunca vou saber, de fato, receber um elogio.
Quando eu não rio de nervoso, rio de ironia.
E, ah, eu nunca vou conseguir deixar de ironizar tudo. Nem de falar sério, rindo.
Nunca.
Eu nunca vou me acostumar com a ideia de que, sim, existe quem seja capaz de maltratar um animal, uma criança ou um idoso.
Eu nunca vou entender porque a população ainda aplaude de pé ou abre a boca pra falar bem de algum político.
Eu nunca vou compreender essa sociedade hipócrita em que vivo. 
Nunca vou conseguir olhar pra minha mãe e não ver a maior heroína de todos os tempos, como também nunca vou conseguir entender como alguém não consegue se afeiçoar a própria mãe.
Nunca vou entender qual a tamanha graça em fingir sentimentos, usar pessoas e maltratar corações desamparados.
Eu nunca vou ser a favor da aproximação por interesse, como também nunca vou ser contra a sinceridade de cara limpa.
Eu nunca vou ser capaz de enxergar um motivo realmente bom para que a espécie humana ainda exista. 
Nunca, nunquinha. 
Eu nunca vou entender porque eu continuo escrevendo como se soubesse quem sou, mesmo sem saber.

Que eu possa ser feliz!




Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. 
Que ela possa vir com toda simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. 
Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. 
Que tenham amor ou então sintam falta de não tê-lo. 
Que tenham ideais e medo de perdê-lo. 
Que amem ao próximo e respeitem sua dor. 
Para que tenhamos certeza de que: 
Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.


Carlos Drummond de Andrade.

Imorais - Zélia Duncan


Dingo-bel-dingo-bel




Dingo-bel-dingo-bel: diz a música que todos conhecem e conseguem balbuciar juntos. Enfim, é natal!
É natal e a cidade está enfeitada, cheia de luzes e símbolos de paz, amor, saúde e outras tantas coisas que todos nós almejamos.
As propagandas da tevê são as mais oferteiras possíveis.

Aqui não neva, mas toda chuva que cai é motivo de alegria. Aliás, tudo é motivo de alegria, afinal, é natal.
É natal e os mais variados tipos e tamanhos de Papais Noeis estão por todo lugar. As crianças correm desesperadas tentando alcançar o brinquedo dos sonhos. Os adultos correm apressados pra comprar os presentes e os ingredientes para a tão famosa ceia do dia 25.
Que época mágica, não?
É o que dizem por aí.

Há boatos de que o espirito natalino muda as pessoas, nem que apenas por alguns dias. Talvez seja verdade, talvez não.
Acho que o que muda as pessoas de verdade não é o natal, o Papai Noel ou os sinos a tocarem, mas sim a esperança.
O natal é a época do ano em que o nosso baú de esperança e desejos transborda, por isso nos tornamos pessoas melhores.
A verdade é que tentamos ter um bom coração sempre, mas sempre é um tempo muito extenso e isso nem sempre é possível.

“Se você não se comportar, o Papai Noel não vai passar em seu trenó pra entregar o seu presente”: dizem os adultos às crianças, mesmo não acreditando em nenhuma dessas baboseiras de trenó, Papai Noel, renas e afins. Eles dizem isso porque motiva os nossos pequenos projetos de humanos a serem pessoas boas e com atitudes e pensamentos bons.

O mundo precisa do natal por isso, somente o natal carrega a esperança de uma nação melhor.
O triste é que apenas nesse época do ano é que, finalmente, as pessoas lembram de ser caridosas, amorosas e honestas.
O Papai Noel existe, mesmo que habitando exclusivamente as nossas imaginações, pra nos fazer sonhar e acreditar em algo melhor, por mais que o presente ideal não seja ganho e o sonho não seja realizado.

Dingo-bel-dingo-bel: a musica ainda soa nos nossos ouvidos, como um hino que jamais sairá de moda.
É natal e abraços são sempre bem vindos. É natal e tudo de ruim e triste e feio simplesmente evapora.
É natal!
Cante, ria, dance, comemore, brinde, festeja, sorria, viva um pouco mais.
Há duendes, fadas, esquimós e bonecos de gelo ou bonecos de areia, vai saber.
É natal, mas se você ainda não percebeu, o mundo não se tornou 100% melhor por causa disso. Olhe para os lados com mais atenção e perceba que existe uma criança que não ganhará presente algum.
Você é capaz de ver aquela estrela que brilha triunfante no céu?
Acredite, existe alguém que, mesmo sendo noite de natal, não a enxerga porque está admirando o teto de um hospital. Existem milhares e milhares de pessoas que não sentem essa magia louca de natal.
O Papai Noel não é um bom velhinho como todos dizem, porque ele não é capaz de presentear todos que merecem ser realmente presenteados. Enquanto você vibra por ter um grande peru e um lindo banquete a sua espera, mesmo sendo noite de natal, existem famílias que não tem o que comer.
Sobra boa vontade e falta boas atitudes. Natal é sim, de fato, uma época de arte. O problema é que nem todo mundo sabe como ser um artista. Todos nós podemos e devemos nos tornar um Papai Noel algum dia, nem que ao menos uma vez na vida, e você não precisa contar para ninguém sobre isso.
Não, não quero dizer que todos devem engordar 80 quilos ou vestir uma roupa vermelha enquanto diz Ho-ho-ho-ho. Quero dizer que todos devem inspirar de verdade o espírito natalino e fazer alguém sorrir, ajudar outro alguém sem pedir nada em troca e dar um presente singelo sem esperar receber outro melhor.

O natal serve para que nos aproximemos de nós mesmos, de quem fomos ao longo do ano e de quem pretendemos ser.
Dingo-bel-dingo-bel: a música ainda ecoa pelos corredores do mundo e só então eu posso ter a certeza de que o natal não começa e termina agora.

O natal dura pra sempre.




Perca o ônibus por mim. 
Diga que vai esperar o próximo, mas quando o próximo passar, finja que não viu, não ouviu, não estava interessado no tempo. 
Quando tiver na hora de ir embora, peça com carinho pra que eu fique um pouco mais. 
Veja o dia virar noite em uma conversa besta e informal. 
Use a desculpa de que ainda é cedo ou ainda temos tempo sobrando, ainda temos nós. 
Deixe mil ônibus passarem, mas por favor, não me deixa passar. 
Fala, grita, segura com força a alça da minha mochila, sei lá. 
Perde o assento principal na janela, mas não se perde de mim.

Esse Cara Sou Eu



O cara que pensa em você toda hora
Que conta os segundos se você demora

Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você

E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama
Esse cara sou eu

O cara que pega você pelo braço
Esbarra em quem for que interrompa seus passos
Está do seu lado pro que der e vier
O herói esperado por toda mulher

Por você ele encara o perigo
Seu melhor amigo
Esse cara sou eu

O cara que ama você do seu jeito
Que depois do amor você se deita em seu peito
Te acaricia os cabelos, te fala de amor
Te fala outras coisas, te causa calor

De manhã você acorda feliz
Num sorriso que diz
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu

Eu sou o cara certo pra você
Que te faz feliz e que te adora
Que enxuga seu pranto quando você chora
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu

O cara que sempre te espera sorrindo
Que abre a porta do carro quando você vem vindo
Te beija na boca, te abraça feliz
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu

Roberto Carlos - Esse Cara Sou Eu





Viva o Livre!

Declaro aberto os portões desta Sociedade Alternativa. Sintam-se platéia de um palco cheio de personagens que nem eu sei de onde vieram.
A única coisa que sei é que eles estão dentro de mim e que vão começar a aparecer.

Melhor se acomodar, que a cortina já abriu...

Curiosidades..

Minha foto
"Eu acho legal o pessoal acessar o blog e não deixar um recadinho… É massa, é a mesma coisa que você cagar e não puxar a descarga… Porque querendo ou não você usou aquilo, pode ser num momento de merda, mas usou certo? Não custa deixar um recadinho falando… legal…"

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